Mulheres Camponesas do Território Sertão Produtivo recebem agroindústria

24/08/2016
“Para mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participamos sem medo de ser mulher...”, os versos desta canção ecoaram na noite da última terça-feira (23), durante a inauguração da Unidade de Beneficiamento de Polpas de Frutas na comunidade rural Areia Branca, no município de Caculé, no território Sertão Produtivo. A unidade que contou com investimentos na ordem de R$ 88 mil, beneficiará 100 famílias de agricultoras do Movimento Mulheres Camponesas (MMC).A ação, do Governo da Bahia, é realizada por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em articulação com a Cooperativa de Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootraf) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado da Bahia (Fetraf/BA).Wilson Dias, diretor-presidente da CAR, afirmou que ações como essa fazem parte do compromisso do governo estadual que acredita em um rural mais produtivo e desenvolvido. “Acreditamos no desenvolvimento rural que valoriza as mulheres e os jovens, que tem energia elétrica, acesso à água e à educação. Essas iniciativas fazem parte de um projeto político que, ao invés de construir uma grande indústria, prefere construir pequenas agroindústrias e materializar o sonho de centenas de agricultores familiares, gerando emprego, renda, fortalecendo o trabalho em rede e garantindo sua permanência nas propriedades rurais”.Para a presidente do MMC, Eva Almeida, a inauguração da agroindústria vai fomentar o processo produtivo e ajudar a agregar valor às polpas e futuros produtos da Unidade de Beneficiamento. “Antes víamos o umbuzeiro se acabando, pois cortavam as árvores para levar para as queimadas e, posteriormente, para as cerâmicas. Nos reunimos para ver o que poderíamos fazer, para defender essa árvore inteligente da nossa mata, que absorve o máximo de água em época de chuva, para sobreviver ao período da seca, e conseguimos mostrar para os companheiros que o pé de umbu pode gerar renda sem precisar matá-lo”, explicou Eva.Bahia Rural Contemporânea – O Movimento Mulheres Camponesas (MMC) é uma das instituições convidadas a participar da Bahia Rural Contemporânea, uma feira que acontecerá entre o fim de novembro e início de dezembro deste ano, em Salvador, com exposição de diversos produtos oriundos da agricultura familiar, reforma agrária e economia solidária.“Nosso ponto forte é o umbu, mas, na falta dele, temos maracujá-da-caatinga, acerola e manga, que a gente compra para despolpar. Trabalhamos com tudo natural, sem agrotóxico. A inauguração desta agroindústria é uma fonte de desembaraço para o nosso trabalho e permitirá a expansão do nosso mercado”, diz Elisabeth Figueiredo, integrante do MMCO público presente no evento conferiu uma apresentação artística, inspirada na luta camponesa por acesso à terra e muito forró. Estiveram presentes secretários municipais de Agricultura e afins, representantes de cooperativas, do Fórum Baiano de Agricultura Familiar e da União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes/Bahia), dentre outros.[gallery ids="8755,8756,8757,8758,8759,8760,8761,8762,8763,8764,8765,8766,8767,8768"]

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