Iniciou, nesta terça-feira (16), a programação dos Laboratórios de Inovação, com a participação de equipes da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que atuam nas diversas áreas de atuação do projeto Bahia Produtiva e do Banco Mundial, cofinanciador do projeto. O objetivo principal é debater soluções que possam ser utilizadas pelo Governo do Estado, por meio da CAR/SDR, na elaboração das diretrizes de um novo projeto voltado ao desenvolvimento rural.
O primeiro painel, que debateu sobre o tema: Dinamização econômica e transformação dos sistemas agroalimentares, contou com a participação de Wilson Dias, diretor-presidente da CAR; Fátima Amazonas, especialista sênior em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial; e Guilherme Brady, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, reforçou a importância de considerar quais aspectos da execução de projetos como o Bahia Produtiva e o Pró-Semiárido podem ser enumerados para gerar resultados, considerando as possibilidades locais para explorar os potenciais dos sistemas produtivos e mitigar os fatores restritivos, com ações como as de agroindustrialização, adequação às exigências sanitárias e apoio à comercialização. Ele destacou a relevância das contribuições dos painéis: “Devemos considerar essas questões e contribuições como elementos importantes, que ajudam a detalhar, mais ainda, como deve ser o novo projeto”.
Fátima Amazonas, que iniciou a apresentação com uma reflexão sobre o que seria inovação hoje, fazendo um balanço histórico das diversas inovações que surgiram e transformaram a realidade da sociedade, ao longo dos últimos 200 anos, ressaltou a necessidade de avaliar as ações em curso e apontar os principais desafios e avanços; para fortalecer estratégias e inserir novas ações que funcionem melhor para as economias, para as pessoas e o planeta: “A ideia é provocar uma discussão para que todos nós, conjuntamente, possamos identificar, discutir, ampliar e aperfeiçoar, o que seria, de fato, inovação para o projeto”.
Eirivelthon Lima, economista Agrícola Sênior e novo gerente do projeto Bahia Produtiva, pelo Banco Mundial, observou que o projeto poderá, além de interagir com o conhecimento de institutos de pesquisa e aproveitar experiências já implementadas em outros projetos financiados. Ele salientou que existem, no Bahia Produtiva, instrumentos criativos de gestão, que já foram eficientes, como o dos avanços nas questões de mercado, mas lembrou que é preciso considerar as novas dimensões apresentadas neste laboratório, para que gerem mais impacto e benefícios para os agricultores: “Requer um pensamento sobre o que existe hoje dentro do projeto e como deveríamos adaptá-los”.
Programação
Serão realizados cinco Laboratórios nos meses de novembro e dezembro. Os três primeiros serão temáticos, conforme a ideia dos componentes da futura proposta: Dinamização Econômica da Agricultura Familiar; Água e Saneamento, e; Gestão Ambiental e Resiliência Climática. Os demais laboratórios terão o objetivo de estruturar a Teoria de Mudança do Projeto e aprofundar temas mais específicos com a equipe interna
O primeiro laboratório contou com o painel 2 - Dinamização Econômica a partir da Agricultura Familiar, com a participação de Valesca de Oliveira, da Francal; Joe Vale, da Fazenda Malunga e Vamary Santos, da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê).
Foi debatido ainda, no Painel 3 - Organização Econômica e Produtiva da Agricultura Familiar: um debate sobre os desenhos organizativos, as formas para acessar mercado, estratégias e instrumentos de profissionalização dos negócios, com a participação de Carla Pimenta, Conexsus, Arnoldo Campos, da AGMAAC Soluções; Ricardo Fritsch, da Cooper Natural; e Dailson Andrade Santos, da Cooperativa da Agricultura Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá(Coopercuc).