22/10/2013
O encontro de disseminação aconteceu no Hotel Sol Bahia, em Patamares, e teve como objetivo apresentar os resultados desenvolvidos a partir de uma nova metodologia de trabalho, com enfoque no aumento do capital social e humano, através de ações nas áreas de associativismo, cidadania, empoderamento comunitário, produção e beneficiamento de produtos e fortalecimento de infraestrutura física e ambiental.Foram apresentadas ações realizadas na área de políticas públicas, voltadas para a gestão integrada de ecossistemas e subprojetos demonstrativos, os quais se caracterizam pela influência profunda e transformadora da qualidade de vida dos sertanejos em relação aos temas mais básicos e essenciais ao ser humano, como acesso a água potável, produção de alimentos e geração de renda sustentável.Estiveram presentes na abertura oficial do evento o diretor executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça Filho, a superintendente geral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, Vera Lúcia Queiroz, o coordenador do projeto Mata Branca da Bahia, Cássio Biscarde, e a coordenadora do Ceará, Maria Tereza Bezerra Sales, a coordenadora estadual do programa Vida Melhor, Maysa Flores, entre outras autoridades. Estiveram presentes ainda técnicos do projeto e beneficiários do Ceará e da Bahia.Para Vivaldo Mendonça, o Mata Branca é um exemplo não só para a Bahia, mas todo o Nordeste. “A Bahia e o Ceará fizeram o esforço de execução e certamente teremos outros investimentos que darão continuidade à convivência com o semiárido, a geração de riqueza e o combate à pobreza, com a perspectiva da conservação, dentro dessa linha de que o homem no vermelho não constrói o verde”.O projeto está encerrando o seu ciclo de trabalho neste mês de outubro. De 2007 a 2013, o Mata Branca beneficiou mais de 9.500 famílias do semiárido com projetos como o de recuperação e preservação de áreas degradadas, construção de cisternas e barragens subterrâneas, hortas pedagógicas, manejo sustentável, beneficiamento de frutas nativas da caatinga, criação de galinha caipira, viveiros, quintais produtivos, criação de abelha sem ferrão, entre outros.Segundo o coordenador do Mata Branca da Bahia, Cássio Biscarde, “o momento é apenas de agradecer a confiança depositada, aos parceiros no âmbito nacional e internacional que fizeram com que tudo isso acontecesse, aos beneficiários que são a razão desse projeto e aos técnicos que fizeram com que o Mata Branca fosse um grande sucesso”.Um desses casos bem-sucedidos é o da beneficiária do projeto, Jaciaria Santos, que relata que antes de tomar conhecimento do projeto Mata Branca, a comunidade sofria com a falta de água, pela falta de um reservatório de água, por isso só se plantava em época de chuva e quando a seca chegava acabava com tudo. “Às vezes a gente não tinha nem o dinheiro para comprar a verdura. Agora já temos uma cisterna, telas, regador, adubo, sementes e uma horta produtiva, além de não precisar comprar, ainda temos a possibilidade de vender alguma coisa”.O técnico João Paulo, responsável pelas ações em Jeremoabo, se emocionou ao falar do projeto. “Fazer parte dessa experiência foi também realizar sonhos. Ele não vai acabar nunca, pois os investimentos e os ensinamentos passados para as comunidades atendidas vão ficar para sempre nessas localidades”.
A programação do evento contou ainda com a exposição da avaliação final do projeto feita pelos consultores Carlos Aquino, Martin Obermaier. Foram apresentadas as avaliações dos Componentes I, II e III que contemplam I - Apoio Institucional e Político para Gestão Integrada de Sistemas, II - Subprojetos demonstrativos: Promoção de Práticas de Gestão Integrada de Ecossistemas e III – Monitoramento & Avaliação, Disseminação e Gestão do Projeto. Foi realizada também a apresentação do estudo estratégico de Políticas Públicas/COPPE pela consultora Heliana Vilela.
O principal objetivo do projeto é contribuir para a preservação, conservação, uso e gestão sustentável da biodiversidade do Bioma Caatinga nos estados da Bahia e do Ceará, estabelecendo um ciclo eficaz entre as práticas integradas de gestão do ecossistema e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Na Bahia, o projeto integra as ações do Programa Vida Melhor, um conjunto de estratégias que busca incluir socioprodutivamente, pelo trabalho decente, até 2015, pessoas em situação de pobreza e com potencial de trabalho na Bahia, com vistas à sua emancipação.
