A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 cidades à estratégia de municipalização. Prefeitos, secretários e representantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (14), de um ato realizado na sede da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), em Salvador.
A iniciativa amplia a atuação conjunta entre o Estado da Bahia e as administrações municipais para fortalecer ações de geração de trabalho e renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável. A partir da adesão, os municípios passam a integrar a estratégia estadual, com acesso a ações voltadas ao fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos, agricultura familiar, bancos comunitários e espaços de comercialização.
A política estadual já beneficiou mais de 23 mil baianos. Entre as principais estruturas de apoio estão os 23 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), distribuídos por 24 territórios de identidade, que atendem cerca de 2,5 mil empreendimentos de Economia Solidária com assistência técnica, jurídica e administrativa.
Segundo Augusto Vasconcelos, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a participação das prefeituras contribui para ampliar o alcance das políticas públicas e fortalecer iniciativas de qualificação profissional, assistência técnica e apoio à comercialização. “A política pública de economia solidária demonstra que é possível crescer economicamente respeitando o meio ambiente, os direitos da classe trabalhadora, valorizando as mulheres, incluindo pessoas com deficiência e enfrentando o racismo no mundo do trabalho”, afirmou.
De acordo com Fernando Zamban, secretário Nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes), a adesão dos municípios contribui para fortalecer a organização coletiva. “Esse ato consolida um processo de reconstrução a partir da aprovação da Lei Paul Singer, que cria o Sistema Nacional de Economia Solidária”, destacou.
Para os gestores e representantes municipais à Municipalização da Economia Solidária representa uma oportunidade de fortalecer as economias locais, sobretudo nos municípios do interior. Entre as possibilidades estão o apoio a cooperativas, associações, pequenos produtores e comerciantes, além da ampliação de oportunidades para trabalhadores da zona rural e moradores de comunidades periféricas.