Em 2024, time da Bahia alcançou melhor colocação da região Nordeste ao alcançar as quartas de final
Crédito das fotos: Divulgação Cufa/Ba
A Taça das Favelas começa agora nesta sexta, 03, em São Paulo, e a delegação baiana já está presente para a competição. As seleções masculina e feminina finalistas da etapa estadual do Projeto Taça das Favelas Bahia 2025 viajaram rumo à competição nacional no último domingo, 28, com apoio de transporte do Governo do Estado.
O presidente da Central Única das Favelas no estado da Bahia (CUFA/BA) e vice-presidente da CUFA – Brasil, Márcio Lima, celebra a importância do torneio para esses jovens. “Além da competição esportiva é um projeto de mobilização social através do esporte, em que meninos e meninas precisam estar regularmente matriculados ou reinseridos na vida escolar, pois a cidadania se dá através da educação e o esporte precisa caminhar junto”, afirma.
Para a construção das seleções baianas foi feita uma seletiva com representantes de nove territórios do estado. O grupo masculino é composto por jovens de 15 a 17 anos, enquanto o feminino de mulheres dos 18 aos 34 anos. Desde 2022, a Bahia marca presença na competição, mas foi em 2024 que o estado conseguiu a melhor colocação do Nordeste ao alcançar as quartas de final.
Amanhã, 02, acontece o lançamento da competição e o sorteio das chaves dos grupos e só na sexta, 03, que a bola rola com o começo do torneio. A fase classificatória segue até a próxima quarta, 08, então são as quartas de final, no dia 10, às semifinais, 12, e a grande final acontece no dia 01 de novembro, com transmissão na televisão em rede nacional.
Márcio ressalta a importância do apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), para a participação baiana na competição. “É um intercâmbio socioeducativo que a SUDESB está proporcionando para essa juventude. Temos meninos e meninas das favelas, subúrbio ferroviário, ribeirinhos, quilombolas e da zona rural do nosso estado. Sem esse apoio seria impossível a participação da Bahia na competição”, afirma.