Em Salvador desde novembro passado, a exposição Gullah, Bahia, África - que documenta parte da pesquisa desenvolvida pelo primeiro linguista afro-americano Lorenzo Dow Turner erememora a sobrevivência de línguas africanas nas Américas, nos terreiros de Candomblé na Bahia e em comunidades religiosas de origem africana na Carolina do Sul (Estados Unidos), na década de 1940-, segue em cartaz no Palacete das Artes (Graça) até o dia 31 deste mês.
Fruto de uma parceria entre a Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, e oConsulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro, a exposição reuniu em pouco mais de um mês cerca de 1900 pessoas. A mostra é composta por áudios, vídeo, fotos, além de documentos coletados por Turner em suas viagens ao Brasil, à África e a estados americanos. O acervo também traz entrevistas com ícones da religiosidade de matriz africana na Bahia, como Mãe Menininha, Joãozinho da Gomeia, Martiniano, Manoel Falefá e Mestre Bimba.
A pesquisa de Turner é considerada de grande importância para a história da religião afro-brasileira, pois ela retrata sobre culturas interligadas em três continentes: as comunidades Gullah / Geechee da Carolina do Sul e Geórgia (EUA), a comunidade afro-brasileira na Bahia, e as culturas do Oeste Africano, de onde as outras duas são originárias. São 200 fotografias e cerca de 18h de registros musicais e linguísticos feitos com nomes de grande referência do Candomblé.
A Gullah, Bahia, África foi criada e exibida em 2010 no museu americano Anacostia Community, integrante da Smithsonian Institution, de Washington, DC (EUA). A curadoria é de Alcione Amos.
Foto: Rosilda Cruz/SecultBa