A Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia lamenta o falecimento da jornalista, poeta e contista, Myriam Fraga, pertencente à Academia de Letras da Bahia desde 1985, da qual era vice-presidente. Myriam faleceu na tarde desta segunda (15) em consequência da leucemia pela qual vinha se tratando há algum tempo.
Nascida em 9 de novembro de 1937, natural de Salvador, Myriam Fraga deu seus primeiros passos na Literatura a partir de publicações em revistas e suplementos literários, tendo estreado no ramo com o livro de poesias intitulado Marinhas, em 1964. Lançou 13 livros poéticos e teve seus poemas traduzidos em inglês, francês e alemão, participando de diversas antologias nacionais e internacionais. Em 30 de julho de 1985 tomou posse na Academia de Letras da Bahia após eleição unânime, passando a ocupar a Cadeira de nº. 13. Dirigia a Fundação Casa de Jorge Amado desde sua instituição, há 30 anos, e é citada por diversas publicações, a exemplo do Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, de José Paulo Paes e Massaud Moisés (1968) e História da Literatura Brasileira, de Luciana Stegagno Picchio (1997), além do Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras: 1711-2001, por Nelly Novaes Coelho (2002).
A escritora foi membro do Conselho Federal de Cultura (1990 a 1993), do Conselho Federal de Política Cultural (1993 a 1996), e do Conselho Estadual de Cultura (1992 a 2006), dentre outras instituições, e, entre 1980 e 1986, atuou na Fundação Cultural do Estado da Bahia, coordenando a Coleção dos Novos e criando o que hoje é o Departamento de Literatura do órgão. Dentre os títulos recebidos ao longo de sua trajetória, destaque para a Medalha Castro Alves (Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Salvador, 1984) o de Personalidade Cultural (União Brasileira de Escritores – UBE. Rio de Janeiro, 1987) e a Medalha Maria Quitéria (Câmara dos Vereadores da Cidade do Salvador, 1996).