Aquele (a) que planeja, organiza, analisa e gerencia sistemas de arquivos e documentos públicos e/ou privados de cunho histórico, governamental, administrativo, científico ou literário. Aquele (a) que busca – cuidadosamente – o armazenamento deste importante acervo de maneira adequada, tornando possível a recuperação de toda informação registrada. Estamos falando do Arquivista, profissão celebrada em todo país no dia 20 de outubro.
“A necessidade de produzir e criar novos documentos é suprida por um arquivista, que ajuda a controlar o trâmite dessa documentação, seja ela produzida dentro da instituição ou por terceiros”, explica Adriana Souza, profissional que atua no Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), instituição centenária. “É o arquivista quem irá verificar a melhor maneira desse documento ser guardado para que, posteriormente, possa ser recuperado com rapidez e facilidade”, acrescentou. O arquivista, segundo ela, é, portanto, o responsável por guardar o que de fato tem importância para a documentação fiscal ou memória de uma instituição. Versatilidade, observação, interesse por atividades burocráticas, organização e método são critérios essenciais à atuação profissional.
Atuação
A estudante de Arquivologia, Fúcsia Possidônio, sabe bem destas exigências. O que a motivou entrar no curso foi a questão da restauração, mas, ao longo do tempo, seu interesse por gestão foi aumentando. “No início, encontrei algumas dificuldades dentro do curso e da profissão, mas, a experiência e a ajuda de Arquivistas que fui conhecendo ao longo do tempo me ajudaram a ter uma maior facilidade na prática do dia a dia”, conta Fúcsia que estagia no APEB. A estudante conta que, para ser um bom profissional, é preciso muita leitura e atenção sobre os arquivos com os quais se está lidando.
A importância de um arquivo e o tempo em que ele deve ser mantido também cabe ao arquivista decidir. “Com o tempo, chega a hora de decidir se devemos ainda guardar o documento e por quanto tempo. O arquivista tem que saber qual será a sua validade para que a falta desse documento não prejudique a sociedade. Como o documento vai ser guardado, se vai ser pra consulta pública ou não, tudo isso é decisão nossa. Auxiliamos em todas as etapas do documento”, diz Adriana Souza.
Já a estudante Ulle Barbosa se identifica bastante com a profissão de arquivista. Para ela o curso tem grande importância, não somente para quem quer seguir com a carreira, mas também para a conscientização da população diante da importância do trabalho de um arquivista. “Eu gosto muito do curso, é uma área muito importante na questão do conhecimento. É um curso que se faz necessário à sociedade em nível de direitos e de organização”, opina a estudante. A respeito do mercado de trabalho, Ulle acredita que é uma área que tende a crescer, principalmente aos profissionais mais dedicados.
“É preciso estar sempre atualizado e estudando, além de ser muito dedicado ao seu trabalho. Sempre haverá algo para ser feito, seja no setor privado, na área pública ou até mesmo de forma autônoma, pois a profissão te permite isso”, acrescentou Ulle.
Mercado
O mercado é amplo. Pode-se atuar em empresas públicas e privadas, instituições arquivísticas, centros de documentação e informação, universidades, museus, arquivos históricos, administrativos, jurídicos, empresariais, pessoais, especializados (como os arquivos médicos, por exemplo), serviços ou redes de informação e órgãos que atuam com o patrimônio cultural.
“Considero que o mercado de trabalho está em constante evolução e a presença do profissional arquivista torna-se indispensável para as organizações. É importante que o arquivista esteja atento às novas tecnologias da informação e as considere parceiras para se alcançar bons resultados. O profissional deve entender que desempenha um papel essencial na formação, controle, preservação e acesso aos arquivos nas organizações que impactam diretamente nos processos de tomada de decisão”, enfatiza o presidente da Associação dos Arquivistas da Bahia (AABA), Herbet Menezes. (Foto: Rosilda Cruz)