Contemplar a natureza e os livros. Assim se define o projeto de leitura Ler ao Entardecer, na comunidade rural de Planalto Iris, no município de Dário Meira. Realizado no Território de Identidade Médio Rio de Contas na Bahia, o projeto foi contemplado no Edital Setorial de Leitura 2016 e vem promovendo encontros quinzenais para leitura de contos com a orientação e supervisão de pedagogos.
O projeto consiste em encontros com duração de 2h para contação de histórias. Até 20 de maio, serão realizados encontros na Escola Municipal Inah Azevedo, com bate-papo no qual os participantes tem a oportunidade de citar livros e autores que já leram e compartilhar com quais se identificam mais.
A proponente do projeto, Júlia Alice Botelho, conta como surgiu a iniciativa. “A ideia do projeto surgiu da necessidade de oferecer oportunidade para o acesso à literatura nacional. Na comunidade, temos uma grande carência de eventos culturais, sentimos a falta de um cinema, teatro, escolas e oficinas voltadas para a prática artística, o que faz com que a limitação à cultura se restrinja à TV. Nos finais de semana, os jovens são atraídos pelo alcoolismo e queríamos mudar essa realidade”.
Construção
Júlia, que é professora, então, iniciou o processo de escrita da proposta ao lado do professor e atual coordenador do projeto, Anderson Dias. “Pensamos numa proposta na qual a literatura chegasse à vida desses adolescentes e jovens de maneira mais livre, sem a obrigatoriedade de notas que a escola exige. Além disso, apresentar o processo de criação literária, desconstruir a ideia do autor “Deus”, distante e onipotente, aproximando-os do mais cotidiano e humano possível”.
Desse modo, a proponente finaliza: “Pretendemos despertar o interesse pela ficção, tanto pela leitura, como para a escrita. Além disso, o objetivo dos encontros é a apreciação do pôr do sol da região, possibilitando um olhar poético e encantador pelos aspectos naturais da comunidade”.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado.
projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.