Debate com Heleusa Câmara marca início de "A leitura na roda"

01/05/2017
LeituraNaRoda

A interação entre bibliotecas e seus leitores foi amplamente discutida durante a primeira edição de "A leitura na roda", apresentada pela Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) da Fundação Pedro Calmon/SecultBA. O bate papo com a professora conquistense, Heleusa Câmara, reuniu estudantes, professores, bibliotecários e outros profissionais da comunidade escolar e bibliotecária, nesta quinta-feira (27), na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris.

Atuando como docente há 43 anos, Heleusa tem larga experiência na investigação de temas como educação em presídios, escrita popular, reverberações da mídia, leitura e interpretação, memória e representações. Por isso, defende que os livros não estejam empoeirados nas estantes e sim passando de mão em mão, para ajudar na busca por novos conhecimentos e vivências. "Gosto dos espaços de biblioteca e de ler, por isso busco ser promotora do incentivo à leitura e do compartilhamento de livros", completa Heleusa Câmara.

A Sala de Leitura Íris Silveira, citada pela professora como importante iniciativa para democratização da leitura, é um espaço alternativo onde se lê e de convivência social, em Vitória da Conquista. No local, estão à disposição da comunidade, livros de literatura infanto-juvenil, de autores regionais, obras de autores prisioneiros, autodidatas, trabalhadores rurais e de serviços informais. A sala de leitura abriga ainda computadores de livre utilização e o Museu Literário Amélia Barreto de Souza.

O estímulo à escrita criativa popular é outra característica da professora, que defende a flexibilização quanto às regras da linguagem culta, uma vez que estas limitam pessoas que guardam o sonho de escrever um livro, uma poesia, um cordel, mas não tem uma formação escolar. "As pessoas precisam ter coragem de escrever, e nós, educadores, precisamos incentivá-los, lendo também para aqueles que estão fora das salas de aula", comenta Heleusa.

Para a bibliotecária aposentada e membro da Sociedade Unificadora de Professores (SUP), Helena Andrade Pitangueiras, a importância de explorar outras ferramentas de incentivo à leitura e escrita é decisiva para a conquista do leitor. "Reunimos quinzenalmente na sede da SUP, em média 30 pessoas, entre crianças, jovens e adultos de escolas do Centro de Salvador e oferecemos a eles contação de histórias, sarau poético, literatura de cordel, tudo para estimular a leitura e escrita", disse Helena, que atuou por 30 anos na biblioteca da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

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