Catequização dos indígenas pelo clero colonial pautou mais um encontro do Conversando com a sua História

10/05/2017
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O professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Fabrício Lyrio, falou sobre “O clero colonial e as populações indígenas: das missões às paróquias (1758-1808)”, nesta terça-feira (9), no Conversando com a sua História. O projeto é coordenado pelo Centro de Memória da Bahia – vinculado à Fundação Pedro Calmon/SecultBA e durante o mês de maio tem a religião como tema eixo.

A pesquisa tem o objetivo de problematizar a ação do clero paroquial fazendo um recorte do momento em que os próprios padres passaram a ser responsáveis pelos indígenas, após a expulsão dos jesuítas. “Busco entender como esses povos indígenas reagem a estas mudanças”, diz o pesquisador.

“Estes párocos foram os principais agentes promotores da cristianização dos indígenas até a metade do século XVIII. Meu objetivo é traçar um perfil dos párocos, as suas trajetórias individuais e as dificuldades que eles encontraram junto a essas populações indígenas”, explica Fabrício, que é doutor em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor pela Universidade Nova de Lisboa.

O professor declarou que já tem a visão dos párocos sobre a transformação do processo de cristianização dos índios, e agora busca fontes que possam informar sobre a visão dos povos indígenas em relação ao clero. “É um trabalho mais minucioso, pois como os índios não deixam relatos escritos, eu terei de encontrar essas informações através das fontes católicas”, conta.

Edileusa Santos é estudante de História e é frequentante assídua do Conversando com a sua História. Ela conta que “é um tema que me interessa, pois pretendo focar na história do Brasil colonial”. Outro estudante presente foi o Marcos Barbosa e diz que “a religião é um tema que sempre despertou a atenção dos pesquisadores, sobretudo se tratando de uma formação religiosa que ocorreu no período colonial”.

Fabrício Lyrio aproveitou a ocasião para falar sobre o projeto que visa compartilhar estudos e informações sobre a história da Bahia. “É um projeto já consolidado sobre a História e que é uma referência não só em Salvador, mas também em outras cidades, principalmente do Recôncavo, onde percebo uma repercussão muito positiva”.

CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

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