Biblioteca Móvel se consagra na Flipelô, entretendo e educando crianças, jovens e adultos

14/08/2017
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Biblioteca Móvel recebeu crianças, jovens e adultos nos 4 dias de Festa. (Foto: Jônatas Almeida)

Mais de 2 mil pessoas – dentre crianças, jovens e adultos – passaram pela Biblioteca Móvel da Fundação Pedro Calmon/SecultBA no Terreiro de Jesus no período de 10 a 13 de agosto. Durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho – a Flipelô, a unidade se destacou no local, que teve ainda mais duas bibliotecas do mesmo estilo. Com uma série de atividades, durante todo o dia, a Biblioteca Móvel brilhou e encantou estudantes e famílias que foram desfrutar da primeira Festa Literária realizada em Salvador.

Com uma programação bastante diversa, a Fundação Pedro Calmon levou, por meio da unidade móvel, Teatro, contações de histórias, lançamento de livros, Música e até Stand Up, atividades para todos os gostos e idades. “A primeira edição da Flipelô foi muito positiva. Vários grupos de escolas públicas e privadas – e não só da capital - compareceram no Terreiro de Jesus, de quinta a domingo. A Biblioteca Móvel foi destaque diante das demais, porque atrelamos o lúdico à leitura. Levamos nosso fazer diário à Festa e conquistamos muitos leitores que, com certeza, nos seguirão nas próximas edições”, avaliou a diretora da Biblioteca de Extensão, que gerencia as unidades móveis, Sílvia Cunha.

Informação, ludicidade e comédia

Um dos destaques da Biblioteca foi o lançamento do livro “O Diário de Davi: Preconceito Racial, Homofobia e Bullying na Escola", na sexta-feira (11). “O livro foi escrito com base nos 15 anos da minha carreira como professor. É uma obra literária que incentiva os jovens a denunciarem qualquer tipo de violência”, contou Silvano Sulzart, autor, também conversou com o público sobre inclusão na escola, bullying, preconceito racial e homofobia. “Conheço pessoas que discriminam, desrespeitam. Através do livro, aprendemos como lidar e que providencias tomar”, disse a leitora, Creildes Silva.

Neste mesmo dia, várias turmas de estudantes e seus professores pararam na Biblioteca para rir com o comediante, Matheus Buente, que contou a história de Salvador de uma forma bem humorada e agradou o público de todas as idades. “Essa forma que ele utilizou ajuda os jovens, pois muitos nem param para ouvir sobre História, mas hoje pararam para escutá-lo, porque ele utilizou pontos que prendem as pessoas”, contou a professora Iara Lima. “O humor é uma grande ferramenta pedagógica. É muito melhor quando você vai a uma palestra, assisti a uma aula e entendi tudo. A piada é baseada na clareza, as pessoas tem que dar risada, se ninguém ri é porque não entendeu”, contou Matheus.

Na tarde do último domingo (13), a autora do blog “Fuxico Literário”, Larissa Vieira, também esteve na Biblioteca Móvel, onde falou sobre sua experiência com a leitura e a motivação para começar a escrever resenhas literárias na internet. “A principal incentivadora foi minha mãe que, desde a minha adolescência, me presenteava com livros, além do projeto de leitura que eu participava na escola. Esses dois fatores foram fundamentais para que eu adentrasse no mundo dos livros”, disse.

A professora de 54 anos, Joselita Lima, reconhece o significado da Literatura na formação dos jovens. “Fiquei sabendo dessa atividade através da minha amiga, que é escritora e logo me interessei em assistir porque entendo que a leitura é importante para o desenvolvimento e nos possibilita conhecer vários mundos”, explicou. Da plateia, a aposentada Arlete Silva, 66, interagiu com a blogueira e indagou sobre uma possível vontade de escrever uma obra. “Já pensei em iniciar, mas não coloquei em prática. Sempre me pergunto sobre o que eu gostaria de ler”, respondeu sorrindo. E finalizou, confidenciando que pretende fazer parcerias com algumas editoras e criar um canal no youtube para dinamizar suas postagens.

A diretora da Biblioteca, Silvia Cunha falou também sobre essa diversidade etária que marcou a presença da unidade durante toda Flipelô. “Vi adulto se divertir feito criança enquanto ouvia uma contação de histórias, e idosos querendo saber mais sobre uma blogueira de livros. Crianças pediam que repetissem os espetáculos, e que falassem mais sobre os assuntos abordados. Estavam interessados em saber onde encontrar os livros citados pelos convidados e onde estaríamos logo após terminar a Flipelô, o que pra nós é reconhecimento de um trabalho especialmente preparado para nosso público”, concluiu.

A Fundação Pedro Calmon esteve na Flipelô também com outras programações, a exemplo do projeto Memórias de Leitura, que apresentou ao público, na Casa do Governo, situada no Largo do Pelourinho, relatos em vídeo de leitores sobre suas experiências de leitura. O projeto foi idealizado pela Diretoria do Livro e Leitura da Fundação, que também coordenou outras ações na Festa –a Conferência e Roda de Conversa com a escritora e jornalista portuguesa, Alexandra Lucas Coelho​ e a terceira edição do projeto "O Violão e a Palavra", com Jussara Silveira, Luciano Salvador e Paquito​

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