#CSH - Doutor em História, Rodrigo Osório disserta sobre funcionários-naturalistas no período da Bahia colonial

30/08/2017
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Foto: Clóvis Sampaio

Aconteceu na tarde desta terça-feira (29), mais uma edição do projeto “Conversando com a sua História”, uma iniciativa do Centro de Memória da Bahia, vinculado à Fundação Pedro Calmon/SecultBA, que visa dialogar com o público e difundir as pesquisas realizadas sobre o Estado. Neste mês de agosto, o foco da conversa foram os acontecimentos da Bahia no período colonial.

Na oportunidade, Rodrigo Osório, que é doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), discursou sobre “As políticas portuguesas para a flora da Bahia Atlântica Colonial (1768-1808)”, tese do seu doutorado, que desencadeou na publicação de um livro.

Os aspectos centrais abordados na pesquisa foram ações de naturalistas no final do século XVIII e início do século XIX, os estudos da botânica dentro de um campo internacional como instrumento de dominação da Coroa Portuguesa e as culturas agrícolas.

Também foram analisados documentos da época que tratavam da origem das plantas, que em sua maioria, as plantas frutíferas brasileiras eram originárias de outros países. Havia também pesquisadores naturalistas que analisavam os diversos tipos de folhas de tabaco e algodão.

O professor de história fala sobre a importância de disseminar os estudos realizados durante a graduação e cita uma curiosidade que descobriu durante os trabalhos.

“Esse espaço é muito oportuno para dialogar, para socializar, e de fato uma pesquisa como essa tem muitas interfaces, tanto com a comunidade acadêmica e o público em geral. Eu descobri na documentação que o atual passeio público de Salvador era o antigo jardim botânico. Infelizmente uma informação perdida na memória coletiva”, diz Rodrigo.

Para o estudante de história Marcos José, 54, frequentador assíduo das palestras promovidas pela Fundação Pedro Calmon, a aula contribui na rotina acadêmica. “Essas reflexões contribuem para minha formação e podem me ajudar a desenvolver teses na minha graduação. Aqui pode surgir meu trabalho de conclusão do curso”, explicou.

Já o aposentado Adilson Gomes, 62, o maior atrativo foi o tema do diálogo. “O título me atraiu por ser instigante. No período que eu estudava não havia pesquisas tão bem exploradas dessa forma. O período colonial está sendo bem observado a partir da perspectiva destes estudiosos, em diversas vertentes”, afirmou o professor que lecionou por 40 anos.

O “Conversando com a sua História” encerra as atividades de agosto, tendo ocorrido todas as terças-feiras do mês, no Espaço Xisto Bahia, Biblioteca Central, nos Barris.

CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

 

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