Uma grande celebração da música, da arte e da ligação Angola/Bahia. Assim pode ser definida a noite de ontem (8), na Biblioteca Central do Estado da Bahia - Espaço Xisto. O evento foi em comemoração aos 18 anos do Centro Cultural Casa de Angola e dos 42 anos de independência do país africano.
A celebração foi iniciada pelo diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, que ressaltou a importância do evento. “É com prazer e alegria que estou aqui hoje. E não é da boca para fora. Eu estava presente na inauguração da casa de Angola e hoje estamos todos juntos celebrando esse marco importante”.
Zulu prestou uma homenagem a Ieda de Castro, que, segundo o diretor, “o fez entender a importância de Angola para o Brasil através do livro Falares Africanos na Bahia”. Zulu ainda presenteou a Casa de Angola, através do Adido Cultural, Carlos Silvestre, com a coleção da obra, Vistas da Cidade da Bahia: Uma visão geral de Salvador, de Cid Teixeira.
A festa continuou com o Ballet Tradicional Kilandukilu. Na estrada há 30 anos, o grupo de dança apresentou danças de manifestações culturais do povo angolano, folclórica, rituais fúnebres e guerreiras de Angola. Em seguida foi a vez do show dançante da Banda Maravilha e de Robertinho que apresentaram repertórios autorais e clássicos da música angolana mostrando à plateia que em Angola, a música está ligada a dança e vice-versa.