Mártir do comunismo, trajetória de Mario Alves é discutida no Conversando com a sua História

18/04/2018
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Foto: Rafael Martins / SECOM

“Mario Alves nos deixou um exemplo de sujeito grandioso, amoroso e generoso, que entregou a vida jovem, sem ter o direito de viver na legalidade. Foi assinado aos 47 anos, dado como desaparecido e, desapareceram com o cadáver dele e, até hoje ninguém sabe onde está”, destaca o Doutor em História Social, Gustavo Falcón, em sua palestra no Conversando com a sua história.

Na tarde desta terça-feira (17), o público que esteve na Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB/Barris), pode conhecer a história do baiano Mario Alves, em mais um encontro do projeto. Militante, que aos 16 anos entrou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e dirigiu os principais veículos de comunicação do partido, foi assassinado, dado como desaparecido.

A palestra foi ministrada por Gustavo Falcón, Doutor em História Social e Mestre em Ciências Sociais. E, contou com a presença de estudantes, professores e curiosos. “Mario virou uma espécie de Mártir. Mas, curiosamente ele foi um homem esquecido pela repressão, por razões mais do que compreensíveis, mas como pela esquerda institucional. Isso, porque ele era muito autonomista, muito liberto”, destaca o palestrante.

Mártir do comunismo, trajetória de Mario Alves é discutida no Conversando com a sua História

O evento integra o projeto Conversando com a sua História, idealizado pelo Centro de Memória da Bahia (CMB) e, que neste mês de abril aborda a trajetória dos comunistas. E, segundo Zulu Araújo, diretor geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBa, que gerencia o CMB, o Conversando com a sua História é uma forma de contar a história do Estado. “O projeto é um dialogo com a nossa memória e, para a Bahia isso é fundamental, pois há um apagamento histórico no Estado. Nós precisamos reverter e, essa é uma das missões da Fundação Pedro Calmon”, destaca Zulu.

Para o estudante de história, Leonardo Ferreira (23), um dos motivos de frequentar as palestras do Conversando com a sua História é o conhecimento absorvido e também, por estar diante de pesquisadores das temáticas que são abordadas. “O mais legal do projeto é que ele traz algo muito regional, que você consegue se sentir mais dentro do contexto. Esse tema, eu particularmente gosto muito e, está sempre absorvendo informação, conhecimento é algo muito importante, principalmente quando temos que transmiti-lo para as pessoas, sobretudo para os alunos”, ressalta Leonardo, que 2014 frequenta as Palestras.

A última edição deste mês do Conversando com a sua História, abordará a trajetória de Marighella, o baiano inimigo n° 1 da Ditadura Militar. A palestra será realizada por Ricardo Sizilio, Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ocorre na Biblioteca Central do Estado da Bahia, na terça-feira (24), às 17h.


CMB - O Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado (FPC/SecultBA), tem como objetivo a difusão da história da Bahia, através da preservação e ordenação de arquivos privados e personalidades públicas, bem como a realização de exposições, seminários e cursos de formação gratuitos. Entre suas funções, é responsável pelo Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia (MGRB), localizado no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador.

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