Cuidar e preservar dos acervos que marcaram a história baiana é uma tarefa feita pelo Centro de Memória da Bahia (CMB) há mais de 30 anos. Desde a sua fundação, em 1986, o CMB já mantém sob custódia pouco mais de 165 mil documentos, o que auxilia na difusão da informação e na construção de conhecimento.
De acordo com o diretor do CMB, Walter Silva, o acervo custodiado pelo CMB consta arquivos do período republicano e de outros segmentos da sociedade, sobretudo na esfera política e cultural, o que gera importância para os estudos historiográficos e chama a atenção de pesquisadores brasileiros.
“Para além da importância que a Bahia teve durante o período colonial, o que motiva o interesse na pesquisa dos acervos baianos e, em especial, ao acervo do Centro de Memória da Bahia, dar-se ao foco da documentação ser o período republicano”, explica.
Segundo Walter, a disponibilização online de documentos que registram a memória baiana é o resultado da transformação que a sociedade passa frente ao que ele chama de “revolução tecnológica”, isto é, uma mudança de paradigma.
“A Sociedade Informacional caracterizada pelo pesquisador Manuel Castells, nos convida a impingir esforços no sentido de podermos contribuir para o avanço dos estudos, ao disponibilizar o acervo não apenas através dos metadados, mas também a sua versão digital”, argumenta o diretor