O projeto Ações De Preservação Do Acervo Documental (Iconográfico, Videográfico E Manuscritos) Da Irmandade Da Boa Morte tem o objetivo de contribuir para a preservação do acervo documental além de estimular através da imagem a educação patrimonial e possibilitar ao fruidor o conhecimento de uma cultura.
No intuito de valorizar a cultura afro-brasileira e a ancestralidade africana presente na Bahia e difundir entre a população menos privilegiada a memória afro-brasileira o tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
O público alvo é a comunidade em geral, estudantes de escolas públicas e particulares, professores da educação básica e profissionais da educação, além de pesquisadores da temática afro brasileira. A proposta valorizará às mulheres negras afro brasileiras, suas histórias de lutas e de formação da sociedade cachoeirana. A realização será de forma remota e com atendimento aos protocolos de prevenção a COVID-19.
A Irmandade da Boa Morte é uma instituição secular que congrega mulheres oriundas da comunidades e cidades do recôncavo da Bahia. Atualmente a Irmandade de Nossa da Boa Morte da cidade de Cachoeira conta com 26 (vinte e seis) irmãs e 06(seis) irmãs de bolsa, mulheres de várias idades, dentre elas a Irma Maria das Dores da Conceição, nome de Batismo, apelido Dona Dazinha, natural da cidade de Muritiba – Bahia, nasceu em mil novecentos e dezesseis (1916), mãe de cinco (05) filhos, foi casada uma vez, foi charuteira, trabalhou na Fábrica Pimentel em Muritiba, segundo Dona Dazinha ela já foi de Candomblé, hoje não mais, ela diz que é de Obá com Ogum, feita desde criança “nasci dentro da camarinha”. Dona Dazinha é a irmã mais velha da confraria com 104 anos de idade, atualmente a juíza perpetua.
A Festa da Boa Morte foi registrada no livro de registro dos eventos e realizações, manifestação cultural da cidade de Cachoeira, como Patrimônio Imaterial da Bahia em 01 de julho de 2010, decreto número 12.227.