Em meio aos novos desafios impostos pelo distanciamento social, Rodrigo Pita e Taise Souza, que antes trabalhavam presencialmente, se viram diante do questionamento de como contar histórias e entreter crianças pela internet. As plataformas virtuais como Facebook, Instagram e Youtube têm sido grandes ferramentas para contadores de histórias, professores, crianças e jovens no incentivo à leitura.
O projeto “Biblioteca Sempre Viva”, coordenado por Rodrigo, propôs um projeto cultural de incentivo à leitura adaptando serviços oferecidos pela Biblioteca Comunitária do Calabar, para o meio virtual. A biblioteca também realizou bate-papo sobre diversas temáticas sociais nos meses de março e abril e disponibilizou vídeos com contações de história em comemoração aos 15 anos de atuação da unidade.
Rodrigo (38), é administrador e atua na biblioteca no setor de captação de recursos sendo responsável pela escrita de todos os projetos da instituição. Para ele, a escolha do tema surgiu com o intuito de mostrar que a biblioteca poderia se reinventar neste cenário pandêmico, “nossa ideia era continuar ativa e viva", afirmou.
E o projeto “Leituras em rede: Biblioteca Comunitária Paulo Freire Conectando Leitores”, buscou a realização de ações artístico-culturais, buscando promover o livro e a leitura com contações de história e mediações de leitura para crianças e adolescentes, favorecendo a constituição de sua identidade como leitor.
Taise (32), trabalha na biblioteca como atendente e mediadora de leitura. Ela destaca que o projeto surgiu com a inquietação de manter as atividades, mesmo fora do espaço físico. “Por que não continuar levando suas ações, seus livros, sua alegria e, assim, colaborar com arte e cultura para o nosso público”. A Biblioteca Comunitária Paulo Freire atua ao longo de 19 anos na região do subúrbio ferroviário. A realização do projeto resgatou para esse espaço virtual as parcerias com escolas, creches e instituições que frequentemente iam à biblioteca, aumentando a visibilidade nas redes sociais.
Assim como Rodrigo e Taise, outras 47 propostas contempladas na categoria Bibliotecas Comunitárias, do Prêmio Fundação Pedro Calmon, dentro do Programa Aldir Blanc Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, tiveram como aliados a internet e as plataformas virtuais para a transmissão de informações e para o desenvolvimento de atividades lúdicas.
Para Carmen Azevedo, diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SEBP), a forma virtual de execução, nas mais diversas formas, tem a vantagem do alcance de diversos públicos. “Os projetos mostram como é possível adequar ao novo formato muitas atividades que antes eram realizadas de forma presencial, como por exemplo, as contações de história que contribuem tanto com a formação de pessoas, desperta e motiva para a leitura”, conclui.
Para saber mais sobre os projetos contemplados e as atividades realizadas, acesse as redes sociais. Biblioteca Sempre Viva (Site - https://biblioteca.associacaoideologiacalabar.com.br/ / Facebook - BCC - Biblioteca Comunitária do Calabar / Instagram - @bibliotecadocalabar) e Leituras em rede: Biblioteca Comunitária Paulo Freire Conectando Leitores (Instagram - @bcpf_escada / Facebook - Biblioteca Comunitária Paulo Freire).
Programa Aldir Blanc Bahia – Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Idenitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.