Aconteceu nesta terça-feira (15) o primeiro encontro da edição especial do Conversando com a sua História. Promovido pelo Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), a atividade foi realizada com objetivo de dar visibilidade aos trabalhos contemplados na categoria Memória, do Prêmio Fundação Pedro Calmon.
Realizada no formato virtual, o encontro teve como tema apresentação do e-book: No Ritmo do Fogo: contos e memórias da guerra de espadas na Bahia, escrito por Filipe Cezarinho e Tábata Figueiredo Dourado, que retrata as memórias de espadeiros(as) praticantes da Guerra de Espadas na Bahia.
Iniciando a live, o diretor geral da FPC, Zulu Araújo, destacou a importância que o Conversando Com a sua História tem para dialogar sobre a história da Bahia e seus aspectos mais variados. Zulu, ainda citou um trecho do livro premiado, que lhe traz memórias familiares. “Por mais que pareça só festa, a espada ajuda a viver. Põe comida na mesa, traz coisas de precisão. É labor comunitário.” E concluiu, “a guerra de espada é algo muito maior do que possamos imaginar”.
O bate-papo, que foi mediado pelo diretor do CMB, Walter Silva, debateu as questões manifestadas pelo público como a terminologia utilizada para se referir à prática em outros municípios e o aprimoramento na fabricação da espada com o objetivo de esclarecer e aprofundar a difusão do conhecimento.
Para Filipe, a premiação trouxe a oportunidade de falar um pouco da tradição das espadas, “é um livro para desbravar contos e resgatar memórias”. Com a finalidade de que as pessoas leiam a guerra de espada de uma outra maneira e abra a possibilidade de ver e interpretar a festa com outros olhares. Filipe conta que sua pesquisa alcançou oito municípios do estado e que o livro traz expressões discursivas das pessoas que participaram enviando fotos e contando um pouco de cada vivência na tradição.