Aconteceu nesta quinta-feira (23), o IV Seminário leitura para todos. Realizado pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), através do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia (SEBP), o encontro debateu a importância das ferramentas no ambiente virtual para promoção da acessibilidade.
O evento contou com as participações de Perla Assunção, Daiane Pina, Edinilson Sacramento, Luciene Gomes e Neijane Campos, além de atividades culturais. O IV Seminário teve mediação de Marcos Viana, diretor da Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB) e de Carmen Azevedo, coordenadora do SEBP.
Pela manhã, a educadora, jornalista e pós-graduanda em projetos sociais e políticas públicas, Perla Assunção apresentou a pesquisa Cenários da leitura acessível (2019). O trabalho é focado em leituras, leitores e literatura acessível. Perla, que também é articuladora do projeto Rede Nacional de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill, destacou que "a dificuldade de leitura está de forma mais acentuada entre o público com baixa visão, porque ele está na transição entre o ver e o não ver, entre a aceitação de ter uma deficiência e entre a busca de ter uma possibilidade de enxergar", destacou.
Em seguida, Luciene Gomes, coordenadora do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (NETAA/UFRB) apresentou seu relato de experiência pessoal e trajetória profissional, enquanto pessoa com deficiência. Luciene pauta como ser PcD reformulou sua vida acadêmica,"por conta de toda a limitação que meu corpo passou a ter, eu fui impedida de continuar meu curso por não ser vista como uma pessoa capaz". De tal forma, ela reforçou a necessidade de inclusão, e a importância do NETAA e demais projetos dentro do universo acadêmico para PcDs.
Pela tarde, os especialistas em audiodescrição, Ednilson Sacramento e Daiane Pina, participaram de uma roda de conversa sobre A audiodescrição e as possibilidades de acessibilidade para as redes sociais. Em seguida, a Cia de Dança e Teatro da APAE Salvador realizou uma apresentação cultural, antes das bibliotecárias Nelijane Campos Menezes e Clemilda dos Santos Souza trazerem relatos de experiência sobre acessibilidade com o foco na temática Produção de textos acessíveis: a experiência do NASIBI/UFBA.
Para Carmen Azevedo, as bibliotecas públicas são espaços de inclusão, por isso temos o compromisso de romper barreiras."Precisamos dar acesso e incluir. Sem o compromisso e sem a adesão e participação da pessoa com deficiência, não poderemos romper barreiras e nem pensar numa sociedade igualitária, sem inclusão".