No primeiro dia, FPC leva projeto Leia e Passe Adiante, apresentação da Bibex, e encontro com autoras
A décima edição da Festa Literária de Cachoeira (FLICA), com o mote “Liberdade e Literatura Brasis”, deu início à sua programação na manhã de hoje (3), na Tenda Paraguaçu, na área preparada para receber a festa, às margens do maior curso de água baiano, que corta a cidade.
Com a presença de autoridades, a solenidade de abertura foi marcada pelo discurso da secretária de cultura (Secult) Arany Santana, que destacou que a festa celebra a democracia, a cidadania e a luta pela liberdade. “Tenho certeza que os nossos ancestrais que lutaram pela nossa independência sejam a referência de nossas reflexões e imaginação de mundo e de pensar”, declarou.
A Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult) iniciou nesta oportunidade a campanha “Leia e Passe Adiante”, que visa dar acesso ao livro e a leitura a partir da distribuição de exemplares na praça Ubaldino Assis. “É muito importante a retomada da campanha Leia e Passe Adiante a partir de uma edição comemorativa de uma das festas literárias mais relevantes do país”, disse Tom Correio, titular da Diretoria do Livro e Leitura (DLL).
“Dessa vez, pensamos em estimular o acesso ao livro e à leitura por meio de uma sensibilização lúdica, um Quiz de perguntas e respostas relacionadas ao mundo da literatura”, apontou.
Programação
Durante a tarde, o público infantil pode acompanhar contacão de histórias e apresentação infantil, uma atividade conduzida pela Biblioteca de Extensão (Bibex). Helena Nascimento, a contadora de “O que tem atrás da porta?”, ressaltou a pluralidade utilizando histórias de matriz africana, negra, indígena e brasileira da literatura. “Essa é minha primeira vez na Flica, e também apresentando em um coreto em contato com o público na rua, o que me deixou muito feliz em perceber como a história cativou o público que passava”, destacou.
A mesa Narrativas Poéticas de Mundo Sob Escombros abordou como a força e sensibilidade crítica ao mundo contemporâneo, a partir de um olhar feminino para este tempo. “Essa é uma oportunidade de alimentar nossas esperanças, encontros como estes fortalecem a nós como autores, editores e sociedade como todos”, reforçou Luciany Aparecida, que mediou a mesa.
“Vir a Cachoeira era um sonho, criei uma expectativa grande em estar nesse lugar, e que bom que foi recheado como mulheres que inspiram e transformam suas histórias pela poesia”, contou a poeta Luciene Nascimento, que vista a cidade pela primeira vez.
Ainda sobre a temática, a poeta Louise Queiroz refletiu que “se perceber neste escombro de mundo é retirar elementos para pensar novos processos criativos, e identificar outros lugares de potências de nossas narrativas”, enfatizou a poeta que compartilhou a mesa que fechou a programação do primeiro dia.