De 3 a 5 de novembro, a FPC levou mediação a leitura, programação infantil, e selou encontro celebrando os 60 anos da cantora Margareth Menezes
Com um público aproximado de 80 mil pessoas, de acordo com a organização, a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), em sua décima edição, integrou aos talentos da cidade, uma diversidade de linguagens e personalidades em reflexão à literatura e às liberdades do nosso país. A Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa) marcou presença com programação voltada para todos os públicos.
O desfecho da festividade ficou por conta do Violão e a Palavra, que reverenciou os 60 anos de vida da expoente da música baiana Margareth Menezes. “Celebramos o dia da Cultura com alegria e beleza desta soteropolitana que faz sua música vibrar em nossos corações, e ressoa neste momento em que vislumbramos sinais positivos para o setor cultural”, anunciou o Diretor-Geral da FPC, Zulu Araújo, convidando a cantora ao palco.
Considerada a eterna voz de Faraó (Divindade do Egito), a cantora refletiu como o livro e a frequência às bibliotecas foram guias em sua jornada artística. Herdeira do violão de seu avô, Margareth apontou como suas leituras alargaram sua criatividade e musicalidade.
“A música é meu esteio, mas a leitura foi fundamental para minha interpretação do mundo”, declarou a artista, que indicou as obras Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, e o clássico Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, seus livros de cabeceira.
A conversa descontraída entre Zulu e Margareth se estendeu por diversos momentos da carreira da intérprete de Dandalunda, desde sua fase com teatro, as primeiras gravações, aos projetos voltados para o empreendedorismo e o seu posicionamento político. “Minha música não é apenas uma admiração ao nosso passado, mas uma reflexão sobre nosso presente”, enfatizou a cantora.
Na ocasião, a organização da Flica, através do coordenador geral Jomar Lima, presenteou tanto a cantora como a FPC, pela extensa parceria consagrando a edição que encerrou com a Tenda Paraguaçu lotada aos embalos dos sucessos de Margareth.
Programação para todos
A Biblioteca de Extensão (Bibex), ocupou o coreto da praça Ubaldino Assis com contação de histórias, lançamento de livro e apresentações musicais e teatrais. Durante os três dias, as ações agitaram o público infantil-juvenil que visitava a cidade para a festa.
Próximo onde aconteciam as apresentações da Bibex, a Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) dispôs da campanha “Leia e Passe Adiante”, que chamou atenção de adolescentes e do público adulto com jogo de perguntas e respostas que dava acesso a aquisição de títulos.
Aconteceram também duas sessões de conversa com o público, uma entre as escritoras Luciene Nascimento e Louise Queiroz, com mediação de Luciany Aparecida, a respeito das Narrativas Poéticas Sob os Escombros, e, a mesa sobre Autoria Negra nas Academias de Letras, com Ordep Serra e Wesley Correia e a mediação de Rita Santana. Lançaram livros também os poetas Sandro Ornellas e Marcos Borgón.
Doações no Recôncavo Baiano
Nos dias de festividades na cidade, o Diretor Geral e a equipe técnica visitaram três instituições da região do Recôncavo Baiano para realizar entregas de kits oriundos da Lei Aldir Blanc (LAB).
A Biblioteca Municipal Ernesto Simões Filho, em Cachoeira, recebeu um computador, um leitor digital, 3 itens audiovisuais, e 100 títulos de livros diversos. Além da Biblioteca de Cachoeira, o Arquivo Público Municipal de Cachoeira e o Arquivo Público Municipal de São Félix, ganharam um computador cada.
“A biblioteca hoje é fruto do trabalho em conjunto dos funcionários da unidade e o empenho da FPC em dar o suporte técnico para que a gente consiga entregar uma biblioteca com toda estrutura para a população cachoeirana”, destacou Marcelo Souza, diretor da Biblioteca.