Encontro reuniu capoeirista na Biblioteca Pública Thales de Azevedo para homenagear o legado de Mestre Bimba
Manoel dos Reis Machado, popularmente conhecido como Mestre Bimba, foi o responsável por tirar a capoeira da marginalidade. Quando realizou uma apresentação para Getúlio Vargas, que na época era presidente do Brasil. Após esse acontecimento, a expressão cultural se deixou de ser crime. No encontro de ontem (8), na Biblioteca Pública Thales de Azevedo (BTPA) capoeiristas discutiram a importância do legado do mestre.
Em comemoração aos 123 anos de Bimba, o bate papo trouxe componentes do Instituto Tribo Capoeira. Alessandra Assis, responsável pela programação cultural afirmou “a intenção de promover esse bate papo hoje, foi de resgatar a nossa cultura, dando oportunidade de conhecer sobre a história da capoeira e do grande Mestre Bimba”.
Elder Pitoco, aluno avançado do Instituto e responsável pela turma infantil, contou como o projeto funciona. “É uma ferramenta de inclusão social, damos oportunidade as crianças das comunidades desenvolverem no esporte e também incentivando a manter os estudos”, destacou.
“Trabalhamos com a capoeira Regional que os golpes são mais objetivos do que a capoeira da Angola, o treinamento focado em ataque e contra ataque com muita precisão e disciplina”, explicou Elder. “As pessoas terminam associando a luta com religião, mas os escravos foram forçados a aprender capoeira para fugir e se defender dos seus senhores. Tiramos os golpes de alguns movimentos dos animais como o escorpião, macaco entre outros. completou Elder.
Ana Paula Rocha, diretora da BPTA, disse que “estamos buscando cada vez mais proporcionar eventos como esse, para aproximar os alunos e visitantes da nossa cultura, a função da unidade é gerar possibilidades dando conhecimento e acesso para todos”.