No Dia Nacional da História em Quadrinhos, profissionais abordam sobre a produção local do gênero

30/01/2023

Durante todo mês de fevereiro, em referência ao Dia Nacional da História em Quadrinho, a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Nazaré, realiza troca-troca de gibis

Em 30 de janeiro de 1869 no Brasil foi publicada a primeira História em Quadrinhos  (HQ’s) pelo cartunista Angelo Agostini, desde então essa data foi nomeada como O Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos.

Desde então, anualmente, como parte das celebrações desta data, a Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo (AQC- ESP), organiza o prêmio Angelo Agostini com o intuito de apreciar e valorizar os talentosos profissionais brasileiros que atuam na produção de histórias em quadrinhos.

Autor de vários projetos de histórias em quadrinhos, Marcelo Lima é professor de roteiro para o gênero e audiovisual, na Estação do Drama. Sua trajetória iniciou em 2010, quando ganhou o prêmio de Angelo Agostini, pela história Lucas da Vila de Sant"Anna da Feira.

“Salvador ainda é uma cidade de publicação tímida de HQs, gibis e dependem muito de financiamento público”, declara o autor. “Os custos de uma HQ intimidam muito novos autores e acho que isso é um grande impeditivo para criar HQs”, explica.

Foto: Marcelo Lima
Foto: Adilson Passos

 

 

Produção local

“Ainda assim, este é um momento que estão surgindo sempre novos criadores, mas muitos não conseguem se manter publicando e acabam se afastando das HQs”, afirma Marcelo.

Depois de premiado, em 2012, Marcelo lançou O Quarto ao Lado, através do Fundo de Cultura da Bahia, por meio do Edital de Culturas LGBT. Além desses, o roteirista publicou O Bicho que Chegou na Feira, uma adaptação de romance homônimo de Muniz Sodré, e se prepara para lançar neste ano Os AfroFuturísticas, pela Editora Veneta.

Adilson Passos formado em Design, é ilustrador do livro As mulheres Abyomi e conta como funciona o desenvolvimento para produzir a ilustração nas HQs. “É um processo de pesquisa, estudos e experimentações, é necessário um tempo de maturação e elaboração, além da inspiração tem muita transpiração”, descreve o designer.

Troca-Troca gibis

Em referência a data, durante todo mês de fevereiro,  na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (BIML), no espaço Antônio Cedraz, acontece o troca-troca de gibis. No local, o público pode deixar e levar HQ’s. 

Um dos nomes mais importantes quadrinistas da Bahia, Antônio Cedraz se destacou principalmente na área do quadrinho infantil, o gênero que alcançou o auge das historietas cômicas nas séries Lúbio, Zé Bola, Joinha, Ana, Pipoca e Xaxado.

Galeria: