A Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult/BA), repudia a vandalização do livro “Amoras”, do rapper Emicida, e a prática de racismo religioso cometidas pela responsável de um aluno de uma escola particular de Salvador.
O livro indicado como sugestão de obras didáticas para o projeto Ciranda Literária, da escola, versa sobre a história de uma menina negra que está se reconhecendo no mundo. O material foi alvo de sobrescrição de falas preconceituosas utilizando salmos bíblicos nas ilustrações do orixá Obatalá, no glossário sobre a cultura africana e na biografia do autor.
A FPC, através do Plano Estadual do Livro e Leitura DECRETO Nº 15.303, reforça o estímulo ao livro e a leitura que traz protagonismos e narrativas diversas, ressaltando também a importância da Lei 10.639/03, que torna obrigatório para o ensino fundamental e médio, o ensino da cultura africana, afro-brasileira e indígena, na rede pública e privada.
Ainda, a violação ao material didático se classifica como racismo religioso, no que tange a negação da experiência espiritual e cultural de africanos e seus descendentes na diáspora brasileira, sendo necessário a aplicação de medidas jurídicas.