No encontro foram discutidas as políticas públicas para o direito humano ao livro, além do lançamento do livro da autora Bel Santos Mayer
Durante a tarde de ontem (3), o quadrilátero da Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB), gerido pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), foi palco para uma grade de programação que promoveu o encontro entre redes de bibliotecas públicas, na avaliação das políticas públicas na garantia do direito humano ao livro e leitura, e recebeu a autora Bel Mayer Santos, que apresentou o desenvolvimento do seu projeto com a democratização e acesso a literatura.
Para o Diretor Geral da FPC, Vladimir Pinheiro, o encontro é uma agenda importante para revisão e aprofundamento dos diálogos com as redes de bibliotecas. “O que identificamos em nossos relatórios é essa inovação que foi realizada através da FPC se deu por conta do diálogo que estava posto com as redes e escuta sensíveis e com compreensão das especificidades de cada espaço de leitura no intuito de fortalecimento das redes e sistemas de bibliotecas públicas”, reforçou Pinheiro.
“Estávamos de mãos atadas, precisando de recursos para dar continuidade e sobrevivências para diversos espaços nos territórios baianos e esse recurso chegou e podemos garantir, ainda que de modo virtual”, destacou Ladilza Teles, representante da rede estadual de bibliotecas Oxe Bahia, sobre a confecção de kits da Lei Aldir Blanc pela FPC. “O benefício chegou para os fazedores de cultura nos ambientes de bibliotecas, de modo que conseguimos convocar outros atores e desenvolver temáticas sociais”, ressaltou.
Da comunidade Alagados, Solange Sousa, representante da Rede de Bibliotecas Comunitárias de Salvador, relatou sobre a aquisição do kit da LAB, composto por um computador e 100 títulos. “Com o recurso, conseguimos abrir uma sala para os jovens pesquisarem através dos computadores, além de atender ao público infanto juvenil, tenho realizado um trabalho com mulheres falando da importância da literatura a partir das abordagens afro-brasileiras, indígenas e contemporâneas”, relatou.
Lançamento
“A Biblioteca Central tem uma particularidade em seu quadrilátero, nos lembra uma praça, um indicativo para encontros, e foi isso que aconteceu, encontramos com bibliotecas comunitárias, ativistas da leitura, bibliotecários do poder público, das bibliotecas públicas e isso só pode intensificar nosso fazer”, declarou Bel Santos Mayer, autora de “Parelheiros, idas e vindas: Ler, viajar, e mover-se como uma biblioteca comunitária”.
“Estar nessa conversa, lançando um livro sobre uma biblioteca que se chama caminhos da leitura, é uma promessa de que tenhamos caminhos abertos para fazermos das unidades informacionais ferramentas de garantia para que nenhuma pessoa viva sem livros”, disse a autora, que fez ecoar um lema de um movimento difundido em São Paulo, Bel repete “que a gente possa ter comida no prato e livro na mão”. O encontro encerrou com um sarau literário entre participantes das redes.