Aula móvel percorre circuito da batalha e festividades da Independência do Brasil na Bahia

29/06/2023

A atividade finaliza nesta sexta (30), às 18h, com o samba de caboclo do grupo Mãos no Couro, aberto ao público

Os bairros de Pirajá, Lapinha e Campo Grande são cenários de destaque quando o tema é Independência do Brasil na Bahia, no entanto, muitas pessoas desconhecem seus contextos. Com vistas a trazer mais informações da memória e identidade do povo do Estado, o projeto “Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade”, nesta quinta (29) , levou o público ao circuito celebrativo.

O projeto que pretende visitar 16 municípios, chegou a Salvador no formato  de aulas móveis para estudantes e inscritos em chamada pública. Para Vladimir Pinheiro, Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa) , as ações buscam fortalecer a identidade dos baianos. “Visitaremos sítios e trechos importantes para a memória da Bahia. Em Salvador, percorremos de Pirajá, passando por Lapinha, até o Campo Grande. Nosso ponto de partida é o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), que detém documentos de referência para a consolidação da Independência”, afirmou.

Durante a aula, o público pode observar documentos como o ofício do príncipe regente e o manifesto da imprensa nacional referenciando o apelo do povo. “Precisamos reescrever essa história pois precisamos dizer o que de verdade aconteceu neste país. Esta é também uma história negra, indígena e popular que tornou o país independente”, destacou Jorge Viera, à frente do APEB.

O professor ministrante do encontro, o historiador Moisés Frutuoso, salientou que “estamos construindo uma mudança  de mentalidade a partir do reconhecimento de uma identidade”, pontuou. “A nossa identidade é baiana, e o tema que abordaremos ao longo de todo trajeto se relaciona diretamente com  esse aspecto. Ser baiano é o que deu forças para que fôssemos brasileiros”, enfatizou.  

Durante a aula, os estudantes puderam participar e tirar dúvidas das histórias que foram contadas. Para a líder de classe e presidente do grêmio estudantil do Instituto Central de Educação Isaías Alves (ICEIA), Maira Almeida, as aulas esclareceram pontos fundamentais. “Esse é o papel da história, oferecer elementos que nos ajuda a transformar a sociedade. Entendendo os elementos podemos saber como os enfrentamentos do passado nos inspiram para nossas lutas atuais”,  apontou.

“O povo que não conhece sua própria história é como uma árvore sem raízes”, lembrou o estudante Enzo Nonato, do Colégio Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (CEEPTIC), em Lauro de Freitas.  “Não foi o grito do Ipiranga que definiu nossa história tampouco definiu nossa identidade, mas sim a luta de muitos baianos, como a imagem do caboclo, que reflete muita da nossa identidade como o professor destacou nesta aula”, completou o estudante.

Programação

Amanhã (30), a aula segue em dois turnos com estudantes e interessados que se inscreveram para participar das aulas com o historiador Sérgio Guerra Filho, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). O encerramento da atividade acontece frente ao Monumento ao Dois de Julho, no Campo Grande, com a participação do grupo Mãos no Couro, com samba de caboclo aberto ao público, a partir das 18h.

Serviço

Encerramento da aula móvel do projeto Bahia: Memória de Lutas e Liberdade, com o grupo Mãos no Couro

QUANDO: 30 de junho, às 18h;

ONDE: Praça 2 de Julho, no Largo do Campo Grande;

Gratuito

Galeria: