07/07/2023

Grupo de percussão Frutos do Conde, Samba Chula Mirim Flores da Pitanga e Filarmônica Lira 30 de março agitam o público
Com participação marcante das manifestações culturais do município de São Francisco do Conde, o projeto “Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade”, realizado pelo Centro de Memória da Bahia (CMB), gerido pela Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), realizou na última quinta (6), às celebrações do Bicentenário de Independência do Brasil na Bahia.O secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Felipe Freitas, participou do lançamento da peça monumental e acompanhou toda a programação, que integra a agenda “Bahia: Memória de Lutas e Liberdade”, voltada às celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia.
“O momento é importante para lembrarmos que esse espaço, essa praça, foi lugar de luta pela libertação do país no século XIX, mas ainda é nele que nos organizamos, nos mobilizamos, porque é nesses espaços que a história se faz e somos nós que fazemos a história. Nós, pessoas comuns”, afirmou o secretário.
“Vencemos uma guerra com a participação popular, e a elite tenta esquecer essa participação, pois ela tem a nossa cara e nossa diversidade. O projeto que chega neste município agora visa contar uma história que nos insere como protagonistas”, reforçou Caruso Costa, chefe de gabinete da FPC.
Manifestações culturais Ao longo das atividades, as apresentações com o Grupo de percussão Frutos do Conde, Samba Chula Mirim Flores da Pitanga e Filarmônica Lira 30 de março. “Ações como essas valorizam nossa missão em manter a memória baiana por meio das nossas expressões artísticas”, disse Milton Primo, projeto “Tem Criança no Samba”, visa a salvaguarda do patrimônio imaterial.
A programação incluiu ainda, aulas públicas com os professores Moisés Frutuoso, de História, e José Jorge do Espírito Santo, de Geografia. Ambos destacaram a relevância do reconhecimento do protagonismo popular em toda a sequência de episódios e atos de resistência, que conduziram à consolidação da independência do país do julgo português.
“Esse é um momento de reflexão sobre quem foram as pessoas, os personagens populares, marisqueiras, lavradores, vaqueiros, velejadores, pescadores, que entregaram suas vidas pela libertação do país. É o povo que constrói sua história para si, para os seus e para seus descendentes”, declarou Frutuoso.
Assim como as secretarias de Cultura (Secult), através FPC; Políticas para as Mulheres (SPM); e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); a SJDH também levou serviços para São Francisco do Conde. Das 9h às 16h, a pasta, articulada com o Comitê Estadual de Proteção aos Direitos Humanos em Eventos Populares, interagiu com a comunidade a partir de ações educativas da campanha ‘Respeito é nosso direito!’.