Fotografias de Silvio Robatto sobre Festa de Iemanjá integram acervo do Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon; Conheça

01/02/2024
Silvio Robatto foi um artista além de seu tempo, precursor do uso de recursos digitais nas fotografias de sua época, meados da década de 1960. O cineasta, diretor de fotografia, arquiteto e fotógrafo, retratou a Festa de Iemanjá de uma forma única. O resultado desse trabalho pode ser encontrado no acervo do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), que conta com 42.577 itens do artista.

Desses itens, 53 fotografias digitalizadas revelam aspectos de uma das maiores Festas Populares da Bahia, a Festa de Iemanjá (02 de fevereiro), sob a lente do fotógrafo, que por mais de 50 anos fez esses registros. A obra de Robatto segue duas vertentes, com características bem diferenciadas: as fotos através de uma técnica fotográfica tradicional e a outra, com predomínio das recriações das suas próprias fotografias, através de interferências digitais. Criações e recriações do próprio artista.

Nas festas populares como a Lavagem do Bonfim, o Presente de Iemanjá no 2 de Fevereiro, a Festa de Santa Bárbara, no Carnaval; ou nos festejos do 2 de Julho, o foco de sua lente firmava-se em figuras que representavam a construção de uma identidade baiana como as baianas, os saveiros e pescadores da Baía de Todos-os-Santos

Os itens disponíveis para a pesquisa e apreciação no Centro de Memória da Bahia, localizado na Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB/FPC), foram doados pela esposa do fotógrafo, a coreógrafa Lia Robatto.

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