A campanha “Cadê Minha Boneca Preta?” reforça a importância da representatividade desde a infância. Bonecas negras são mais do que brinquedos: são instrumentos de afirmação cultural, valorização da identidade e fortalecimento da autoestima de meninas e meninos negros. Elas ajudam a romper com estereótipos e a construir uma sociedade mais justa, diversa e inclusiva.
Sobre a campanha
Por muitos anos, as prateleiras de brinquedos foram marcadas pela ausência de bonecas negras. Essa invisibilidade reforçou padrões racistas, estereótipos e a ideia de que o negro não poderia ocupar espaços de afeto, beleza e protagonismo. A campanha surge para enfrentar essa realidade, questionando o mercado, estimulando debates e valorizando a presença de bonecas negras como instrumentos de reconhecimento e empoderamento infantil.
A campanha “Cadê Minha Boneca Preta?” nasceu do desejo de dar visibilidade à falta de representatividade nos brinquedos infantis e de provocar uma reflexão sobre a importância de bonecas negras na vida das crianças.
Missão da campanha: Visibilizar a importância das bonecas negras, conscientizar a sociedade sobre o impacto da representatividade na infância e provocar uma reflexão crítica que estimule mudanças no mercado de brinquedos e na educação antirracista.
Bonecas pretas no Brasil
As bonecas negras sempre existiram e muitas vezes eram confeccionadas artesanalmente por mães, avós e artistas populares. No entanto, durante décadas, foram invisibilizadas pela indústria de brinquedos, que privilegiava padrões brancos e eurocêntricos. A partir dos anos 2000, movimentos sociais, empreendedoras negras e educadores passaram a exigir representatividade no mercado, conquistando cada vez mais espaço.
A importância da representatividade na infância: Os brinquedos têm papel fundamental na formação da identidade infantil. Para crianças negras, ver seus traços refletidos em um brinquedo fortalece a autoestima e o orgulho de quem são. Para todas as crianças, conviver com brinquedos com características diversas significa aprender desde cedo que há muitas formas de ser e existir. Essa experiência amplia horizontes, quebra estereótipos e favorece relações mais humanas. A representatividade nos brinquedos não é detalhe, é uma ferramenta de educação e transformação social.