Política Estadual e Nacional do Livro e Leitura foi tema de encontro entre FPC, MinC na Biblioteca Central da Bahia

14/08/2025

Roda de conversa reuniu mais de 200 representantes da comunidade literária baiana na noite da última quarta (13), em debate sobre os rumos das políticas públicas para o setor

Com um público de 220 representantes de bibliotecas, autores, dirigentes municipais, de feiras e festivais literários, membros das Academias de letras dos municípios e da Academia de letras da Bahia, do Conselho do Plano Estadual do Livro e Leitura, a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), realizaram uma roda de conversa sobre a “Política Estadual e Nacional do Livro e Leitura no contexto da PNAB”, na noite da última quarta-feira (13), na Biblioteca Central do Estado da Bahia.

A mesa contou com as participações do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, da coordenadora geral de leitura e bibliotecas do MinC, Nadja Cezar, a diretora de Bibliotecas Pública da Bahia (DIBIP/FPC), Tamires Conceição, e mediação da Diretora do Livro e Leitura (DLL/FPC) em exercício, Amanda Carmo.

O diálogo e a articulação entre diferentes esferas da cadeia do livro, marcaram o momento que teve por objetivo discutir estratégias para a implementação e o fortalecimento das políticas públicas do setor à luz da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O titular da SecultBA, Bruno Monteiro, destacou que através da significativa contribuição da PNAB para a cultura, é necessário pensar na política de livro e leitura como política de Estado. 

“Uma excelente oportunidade de diálogo e articulação entre diferentes esferas da cadeia do livro, leitura, literatura e bibliotecas, discutindo estratégias para a implementação e o fortalecimento das políticas públicas na Bahia e fortalecimento da economia do livro. A Bahia é o estado brasileiro que mais investe em eventos literários. E isso se traduz não somente nos investimentos financeiros, mas, sobretudo na diversidade e qualidade desses eventos, que formam públicos e conquistam cada vez mais baianos e baianas para as possibilidades que a cultura e a educação proporcionam”.

A ação da noite integrou a agenda nacional de mobilização do MinC para a execução da PNAB, que prevê o repasse de recursos estruturantes a estados e municípios para o fomento à cultura em diversas linguagens, incluindo o livro, a leitura e a literatura.

O diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães, ressaltou que a Bahia está no processo de avaliação do Plano Estadual do Livro e Leitura (PELL), e o encontro, além de servir para tirar dúvidas sobre a PNAB é momento para fortalecer os agentes literários no estado. 

“Através da PNAB, em 2024, a Bahia fez investimentos em três editais, foram R$ 8 milhões, com 100 propostas selecionadas, além da atualização de acervos com distribuição de 100 kits de livros e equipamentos multimídia, e R$ 3 milhões destinados à reforma da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Em 2025, vamos pensar no remodelo da utilização desses recursos, para a ampliação e dinamização dos espaços de leitura, bibliotecas, e vamos dobrar a quantidade da aquisição de livros de autores e editoras baianas, universitárias, estamos ampliando esse diálogo, e é a primeira vez que a Fundação Pedro Calmon adquire obras de autores e editoras baianas. É fundamental que exista o fortalecimento da cadeia do livro e leitura. No ciclo 2 da PNAB teremos o investimento significativo na Biblioteca Central. Por isso, é tão importante essa grande rede de defesa da política do livro e leitura. Para se ter uma política forte, precisamos ter agentes literários fortes, na consolidação dessas políticas”. 

Reforçar os vínculos entre a Política Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Bahia e as diretrizes federais, contribuindo para a consolidação de políticas públicas mais inclusivas e conectadas à realidade dos territórios.

A política do livro e leitura da Bahia tem sido referência para nós, do Ministério da Cultura, disse Fabiano Piúba. Que também enfatizou que a garantia das políticas públicas de Estado, é a sociedade.

“Pensar uma política a nível Municipal, Estadual ou da União, é pensar isso como um direito, como cidadania. Estamos aqui para falar de política cultural e temos uma oportunidade ímpar, que é a Política Nacional Aldir Blanc, que precisa andar de mãos dadas com o Sistema Nacional de Cultura, para tanto, precisamos fortalecer os Sistemas Municipais de Cultura. Hoje, temos um marco do fomento cultural, que é uma proposta de lei, que cria os regimes próprios da cultura. Estamos num processo de conhecimento disso, porque ele traz regimes próprios, simplificação, modernização dos editais, e outras possibilidades. Por fim, estamos caminhando para um novo Plano Nacional de Livro e Leitura que vai ser um instrumento para a sociedade brasileira”

Por sua vez, Nadja Cezar disse: “Quão representativo é este encontro e quanto a Bahia é referência. O nosso maior desafio é tornar as políticas de cultura estruturadas, permanentes e fortalecidas. E a PNAB é uma grande vitória da sociedade brasileira, porque é a forma do recurso ir direto para o ente, de forma muito bem articulada. Isso se dá num esforço geral do MinC de chegar nos lugares onde a cultura está acontecendo. Estamos apostando muito na PNAB no contexto das bibliotecas, porque entendemos que muitas coisas podem ser construídas, tanto a estruturação de bibliotecas, a questão de acessibilidade, dos acervos reforçando a representatividade local.”, finalizou.

O encontro foi transmitido ao vivo e pode ser revisto pelo canal do Youtube da Fundação Pedro Calmon.

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