Na presença de muita poesia, música e cultura, o espaço localizado no coração do Rio Vermelho, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior (BJMR-SSA), equipamento da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBa), comemorou 57 anos nesta última terça-feira (23).
O evento contou com a presença do Movimento Exploesia, grupo de arte poética autoral da Bahia. Além do professor de história e vice-presidente da Academia de Letras, Música e Artes de Salvador, Adson Brito do Velho, conduzindo uma roda de conversa sobre o “Rio Vermelho e sua história” e a Camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) que finalizou a tarde com uma apresentação musical.
“A Biblioteca Juracy Magalhães é um exemplo de cooperação na comunidade, tanto no bairro, como na cidade. Além dos eventos, eles dão atenção aos estudantes, às pessoas mais velhas e a vários projetos que eles apoiam ao longo do ano.” declara Auristela Teixeira Lima, membro do Movimento Exploesia no qual tem parceria com a unidade nos últimos três anos.
Ao longo dos anos, a instituição tem oferecido diversas atividades culturais como oficinas literárias, lançamento de livros, palestras, saraus entre outras programações para a comunidade geral e escolas locais.
O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, esteve presente na comemoração e afirmou o sentimento da comunidade e o dever da leitura que a biblioteca possui: “Esse espaço tão importante e que resiste durante tanto tempo com apoio muito forte da comunidade, dos artistas, dos grupos culturais, dos professores e dos estudantes que celebram esse equipamento cultural. Estamos aqui hoje para celebrar os 57 anos de atuação, com o governo do Estado chegando junto na política do livro e da leitura.”
Sobre a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior
Inaugurada em 1968, a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior de Salvador tem o acervo estimado de 25 mil exemplares e abrange diversas áreas e setores, incluindo um espaço dedicado à literatura infantil, área de empréstimos, pesquisa, periódicos e sala digital.
O destaque vai para o espaço/auditório Caramuru, destinado a preservar a memória bibliográfica e fotográfica do bairro do Rio Vermelho. Hoje, é referência para o estudo da história do bairro, através de um acervo com mais de mil e trezentas fotografias, CDs, livros e textos, além de depoimentos de moradores e do escritor Ubaldo Marques Porto Filho que contaram a história de um dos bairros mais antigos de Salvador.