Documento manifesta reconhecimento à importância do fomento do Governo da Bahia aos eventos literários, e reivindica a consolidação das feiras, festas e festivais como política pública estadual
Intitulada de Carta da Comunidade Literária Baiana – 18° FLIFS, o abaixo-assinado reúne 1.242 assinaturas, recolhidas durante os últimos dias do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, que aconteceu de 23 a 28 de setembro de 2025 e nesta edição teve um público de 60 mil pessoas e distribui 10 mil vales-livro. A carta foi entregue pelo representante da Universidade Estadual de Feira de Santana, instituição realizadora do evento, Murilo Campos, ao diretor-geral da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), Sandro Magalhães, e a diretora do Livro e Leitura, Érica Ferreira, nesta segunda-feira (06).
Os pontos essenciais da carta são o reconhecimento do Programa Bahia Literária do Governo do Estado, destacando seu papel no incentivo e financiamento de eventos literários em toda a Bahia, defende a necessidade de transformar essa mobilização em uma política pública de Estado, garantindo continuidade e fortalecendo a cadeia produtiva do livro e os espaços de leitura. Além disso, o abaixo-assinado convoca a comunidade cultural, órgãos de Estado, estudantes, professores, escritores e outros agentes para se unirem em defesa da leitura, da literatura e da valorização da diversidade cultural baiana.
Murilo Campos, diretor da Editora UEFS, ressaltou que a Carta é a materialização do apelo da comunidade literária, cultural e educacional baiana, evidenciando que a consolidação de uma política do livro e da leitura é vital para o desenvolvimento do Estado e dos municípios, promovendo a formação de uma sociedade leitora e ampliando o acesso ao conhecimento.
“As assinaturas trazem uma materialização de todo esse esforço, o empenho de quem está organizando as feiras. No caso nosso, os parceiros, a UEFS, o SESC, a Prefeitura Municipal, o NTE, a Arquidiocese. E o esforço do Governo do Estado, Fundação Pedro Comum, Secult, SEC, Governadoria. A Carta é mais um marco de que precisamos criar força, apoios e fortalecer toda essa rede. Essas assinaturas, de pessoas que estavam trabalhando, que estavam visitando, professores, alunos, registra, fortalece e determina que esse movimento precisa continuar. Tem feiras, como o FLIFS na 18ª edição, mas tem feiras na 1ª edição e que precisam continuar acontecendo, porque a Bahia precisa e merece”.
Para o dirigente geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, a manifestação do FLIFS é simbólica, por todo histórico do festival para a Bahia.
“O que nós temos, na verdade, é uma gratidão enorme pelo Flifs, por ter sido a primeira feira literária a inspirar outras. E, na sua 18ª edição, ela prepara essa grande reivindicação, que é o manifesto, reforçando o Programa Bahia Literária como algo importante para o campo do livro e da leitura, pedindo que isso se transforme, de fato, em uma política perene. A Fundação se sente muito contemplada com essa luta. Agradecemos à Flifs por ser tão inspiradora e por ter dado início a esse grande movimento político pela manutenção das políticas públicas do livro e da leitura na Bahia”.
A Carta entregue à Fundação Pedro Calmon, será compartilhada com as Secretarias de Cultura e da Educação da Bahia.