Carta de professoras escritoras destinada à Fundação Pedro Calmon pede consolidação dos eventos literários como política pública de educação e cultura.

05/11/2025

O Leia Bahia, um coletivo literário formado por mulheres professoras da Rede Estadual de Educação da Bahia, que também são escritoras — independentes ou publicadas por editoras universitárias e comerciais de pequeno porte, manifestou, em carta aberta, nesta terça-feira (04), direcionada à Fundação Pedro Calmon, unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia, o pedido para a consolidação das Festas, Feiras e Festivais Literários como Política Pública Estadual de Educação e Cultura.

O documento surge como manifestação de apoio ao movimento da FLIFS (Feira Literária e Cultural de Feira de Santana) entregue à Fundação Pedro Calmon, em 06 de outubro de 2025, intitulado de Carta da Comunidade Literária Baiana – 18° FLIFS, abaixo-assinado com 1.242 assinaturas, recolhidas durante os últimos dias do Festival. 

Em consonância com a FLIFS, o Leia Bahia aborda como pontos de pauta o reconhecimento dos eventos literários na Bahia como importante mecanismo para a consolidação da política pública permanente do Livro e Leitura, com financiamento, calendário oficial e articulação interinstitucional entre as Secretarias de Educação e Cultura, assim, fortalecendo a formação leitora, a circulação da literatura baiana e a valorização dos 27 territórios de identidade da Bahia como espaços vivos de produção cultural e educacional. 

Na Carta, o Coletivo afirma: “As experiências exitosas do FLIÉ – Festival Literário Estudantil do Litoral Sul e da FLICE – Feira Literária Conexões Educacionais_ que contaram com as coordenadoras do nosso coletivo em suas idealizações e produções_ são testemunhos da potência transformadora desses eventos. Em territórios marcados por desigualdades históricas, essas iniciativas têm promovido o encontro entre estudantes, autores, comunidades e saberes locais, ampliando as competências leitoras e fortalecendo a identidade cultural baiana”. 

Para Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon: “A nossa instituição acolhe de forma positiva todas as manifestações democráticas da comunidade literária baiana, de toda a rede que se entrelaça no movimento das feiras literárias que é construído coletivamente entre os agentes culturais e educacionais. Entendemos que isso é fruto dos impactos positivos do Bahia Literária, e que nosso trabalho seguirá o norte de fortalecer esse programa como um todo.”, finalizou.