Através do projeto, mais de 100 acervos privados de interesse público foram mapeados em 58 municípios baianos
Chegando a mais um destino, o Projeto Nossas Memórias, iniciativa da Fundação Pedro Calmon, unidade vinculada à Secretaria de Cultura, por meio do Centro de Memória da Bahia, desembarcou em Juazeiro, onde aconteceu o Seminário Memória do Território Sertão do São Francisco, realizado em parceria com a Universidade Estadual da Bahia (UNEB), por meio do Acervo Maria Franca Pires.
O diretor do Centro de Memória da Bahia, Walter Silva, e o técnico Igor Ferreira, estiveram durante os 5 a 7 de novembro realizando o mapeamento de acervos privados de interesse público no município e oficinas para orientar ações de preservação e disseminação da história e memória local. Por meio do Nossas Memórias, 106 acervos já foram mapeados 58 municípios.
Nesta sexta-feira (07), com a participação do diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, foi realizado o encerramento do Seminário no auditório Paulo Freire, com a presença de mestres e mestras da cultura popular, guardiões da memória e história juazeirense e pesquisadores.
"Estamos levando o Nossas Memórias para toda a Bahia, e esse é o primeiro diálogo que estamos realizando na relação direta com a universidade. É fundamental fortalecer esse laço entre as instituições, principalmente com a UNEB, que tem um lastro, um alcance territorial tão importante. Nós, enquanto Governo do Estado, compreendemos que só se faz política pública de preservação da história e memória, através da escuta dessas pessoas, do coletivo que cuida desses acervos e que podem e devem contribuir para a construção de políticas de preservação do patrimônio histórico e cultural", destacou Sandro Magalhães.
A mesa institucional esteve composta pela diretora do Campus III, Andréa Cristiana, Daniela Galdino - gerente de Cultura da Pró-reitoria de Extensão da UNEB, o coordenador do Acervo Dom José Rodrigues - Francisco de Assis, a pesquisadora do Acervo Maria Franca Pires, Laís Lino e a responsável pelo Cordão dos Penitentes, Dona Nenezinha.
Na plateia, a professora Odomaria Macedo, fundadora do acervo Maria Franca Pires, ressaltou: "É marcante para nós a presença do Estado em instâncias distintas, é tão necessária essa atuação, me sinto lisonjeada de poder presenciar esse trabalho se consolidando. Todos nós somos arquivos de alguma forma e precisamos valorizar isso."
Para a diretora do Departamento de Ciências Humanas, Andrea Cristiana, o Seminário é um marco de construção entre as instituições.
"Preservar a memória do nosso território é garantir que as histórias, saberes e contribuições que nos constituem como comunidade sejam preservadas e transmitidas para às novas gerações. É importante também que o poder público possa garantir a conservação desses lugares de guarda, pesquisa e difusão de acervos, pois a memória é um patrimônio vivo que fortalece a identidades e nos conecta ao que somos e ao que queremos construir,” destaca Andréa Cristiana que também é coordenadora do Projeto Acervo Maria Franca Pires.
Ainda em Juazeiro, o dirigente da FPC e a gerente de Cultura da Pró-reitoria de Extensão da UNEB, Daniela Galdino, trataram sobre novas parcerias entre as instituições, dentre elas, a participação da Pedro Calmon na celebração do centenário de Dom José Rodrigues, conhecido pela sua atuação em defesa dos mais pobres, dos marginalizados, dos trabalhadores, dos camponeses, dos atingidos pela construção da barragem de Sobradinho-BA, dos sem teto e dos sem terra.