Mesmo após o dia 2 de abril, quando é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, a reflexão sobre inclusão, respeito e diversidade segue necessária e urgente. Em Salvador, uma exposição em cartaz no foyer da Biblioteca Central do Estado da Bahia, unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA), propõe ampliar esse debate por meio da arte.
Integrando o projeto Desconstruções, a mostra convida o público a repensar percepções, romper estigmas e promover novos olhares sobre as diferenças — incluindo as vivências de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A exposição permanece aberta à visitação até o dia 24 de abril, oferecendo uma oportunidade para que escolas, famílias e a sociedade em geral aprofundem o diálogo iniciado pela data simbólica.
UMA LUTA DIÁRIA
Instituído pela Organização das Nações Unidas em 2007, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo tem como objetivo disseminar informações sobre o TEA, combater o preconceito e incentivar práticas inclusivas. Nesse contexto, iniciativas culturais como a exposição ganham relevância ao traduzirem, de forma sensível e acessível, temas muitas vezes abordados apenas no campo técnico ou educacional.
A mostra faz parte de um projeto contemplado pelo Edital Lia da Silveira, dentro da Política Nacional Aldir Blanc na Bahia (2024), com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal.
Mais do que uma experiência estética, a exposição se coloca como um espaço de escuta, empatia e construção coletiva, reforçando o papel das bibliotecas públicas como ambientes de formação cidadã e promoção da diversidade.