Bienal do Livro Bahia 2026 segue com programação diversa e valorização da literatura baiana

17/04/2026
Bienal do Livro 2026
Vanessa Andrade – ASCOM FPC/SecultBA

A Bienal do Livro Bahia 2026 segue movimentando Salvador com uma programação intensa e plural. No seu terceiro dia, realizado nesta sexta-feira (17), o evento reafirmou seu compromisso com a valorização da produção literária, dos territórios de identidade e da formação de leitores, reunindo autores, educadores, artistas e o público em uma agenda que transitou entre debates, atividades culturais e ações formativas.

A manhã começou com a mesa “Território e Literatura: Lugares Que Escrevem Histórias”, reunindo Jandi Barreto, Vitório Tibiriçá e mediação de Camila Carmo. O encontro promoveu reflexões sobre como os territórios influenciam as narrativas e fortalecem identidades culturais. Durante o debate, Vitório Tibiriçá destacou: “Acho difícil um território sem literatura. A literatura pode abrir novos caminhos, expandir os territórios. Ela pode favorecer uma outra visão de mundo” (Editora Futucacuca).

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Na sequência, o público acompanhou mais uma edição da atividade “Vozes da Bahia”, com mediação de Ana Fátima, destacando a diversidade de expressões literárias do estado. Seis autores de territórios variados se apresentaram: Katiana Rigaud, Tati Gonçalves, Josevan Dutra, Daiane Moreira, Lita Passos e Gigedo Cruz.

Durante a tarde, o debate “Projetos Artísticos e Culturais na Educação: Fortalecendo a leitura, cultura e memória nos territórios de identidade”, com mediação de Djenane Santos, colocou em pauta o papel das iniciativas culturais na formação educacional e na preservação das memórias locais.

A programação também contemplou o público infantil, com a apresentação da Turma da Jaquinha, conduzida por Emília Nuñez e o Grupo Ciranda, garantindo um espaço lúdico e interativo para as crianças — reforçando a importância do Espaço Infantil mantido ao longo de toda a programação pela Fundação Pedro Calmon.

Ainda no período da tarde, o projeto “Vozes da Bahia” retornou ao auditório com a participação de Maria Ávila, ampliando o diálogo com o público e dando visibilidade a diferentes vozes da literatura baiana: Rosana Paulo, Leila Oliveira, Jovenice Santos, Thaíse Santana e Cláudia Gomes.

Durante sua participação, Thaíse Santana, do território Litoral Sul, celebrou as oportunidades de incentivo à literatura: “Este ano ganhei, através do Bahia Literária, a possibilidade de publicar meu terceiro livro, o que me deixa muito feliz. E agora, aqui no Vozes da Bahia, desfrutando de mais um espaço de valorização e divulgação da nossa arte, da nossa literatura”.

Encerrando o dia, a mesa “Biografia Vidas Narradas: Caminhos da Biografia Literária” reuniu representantes de editoras independentes para discutir o gênero biográfico e seus desdobramentos na contemporaneidade. Durante a atividade, Georgia Annes destacou a dimensão transformadora da escrita: “A escrita é um processo curativo. A poesia me faz feliz de fato. Escrever para mim é um processo libertador. É um ato de libertação”, disse.

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A emoção de participar do evento também foi compartilhada por Suelen dos Santos, da comunidade quilombola Pedra Branca, no município de Taperoá, que também marcou presença no stand do Governo do Estado, divulgando suas obras: “É uma emoção muito grande para mim participar, pela primeira vez, de um evento literário como este, tão relevante para o território. Assim como leitora, também como escritora, sou apaixonada por eventos literários. Então, me sinto realizada por estar aqui expondo meus títulos de cordel”.

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Logo após, aconteceu o lançamento da obra Antologia Odara – Um Tributo a Caetano Veloso, uma coletânea que reúne a participação de 40 autores, publicada pela Editora Cogito, com a presença de Ivan de Almeida e Antônio Aruanda, celebrando a trajetória de Caetano Veloso, um dos maiores nomes da música e da cultura brasileira. Ivan de Almeida ressaltou: “Que satisfação celebrar essa obra. Gratidão ao nosso idealizador Aruanda e a todos os autores responsáveis por essa coletânea maravilhosa”.

Com uma programação que integra literatura, educação, cultura e memória, a Bienal segue reafirmando seu papel como um dos principais eventos literários do país, fortalecendo a produção cultural baiana e promovendo encontros que inspiram leitores de todas as idades.

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Ascom FPC
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Bienal; FPC; Literatura
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