Rota da Independência 2026 destaca protagonismo histórico de Cairu na luta pela liberdade da Bahia

12/05/2026

A história da Independência da Bahia ganhou novos capítulos na manhã desta terça-feira (12), durante a passagem da caravana da Rota da Independência 2026 pelo município de Cairu. A iniciativa, promovida pela Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), vem percorrendo 24 municípios baianos para fortalecer a memória da luta popular que consolidou a Independência do Brasil na Bahia.

Rota da Independência 2026 destaca protagonismo histórico de Cairu na luta pela liberdade da Bahia

Com uma programação marcada por aula pública, apresentações culturais, biblioteca móvel (Bibex), experiências tecnológicas e intervenções artísticas, a ação reuniu estudantes, educadores, gestores públicos e moradores em um grande encontro de valorização da identidade baiana e das raízes históricas do estado.

Mais do que revisitar acontecimentos do passado, a Rota da Independência busca aproximar as novas gerações da história construída pelo povo baiano, especialmente nos territórios que tiveram participação decisiva nas batalhas pela libertação do domínio português.

Em Cairu, um dos destaques foi justamente o reconhecimento do protagonismo histórico do município durante as lutas da Independência. Pela posição estratégica no território baiano, a antiga vila exerceu papel importante na interrupção do fluxo marítimo utilizado pelas tropas portuguesas durante o conflito.

Segundo Walter Silva, diretor do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade vinculada à FPC, Cairu foi fundamental para impedir o avanço das forças portuguesas em direção à Baía de Todos os Santos.

“Cairu é uma das vilas mais antigas da Bahia e teve papel estratégico durante as lutas da Independência. O povo daqui utilizou, inclusive, armas não convencionais para defender a liberdade e contribuir diretamente para a consolidação da Independência da Bahia”, destacou.

A programação contou ainda com apresentações da Filarmônica Centro Popular Cairuense, aula pública conduzida por Ananda Sanches, dança afro com Kaio Leslin e intervenção artística de Marcos Peralta, representando o poeta Castro Alves. O espetáculo “Theatro da Independência - Se os personagens falassem” (do grupo O Pecado) também chamou atenção ao revisitar personagens históricos como Maria Quitéria, Maria Felipa, Tambor Soledade e o Corneteiro Lopes de forma lúdica e interativa.

Rota da Independência 2026 destaca protagonismo histórico de Cairu na luta pela liberdade da Bahia

Para a secretária municipal de Cultura, Cíntia Palma, receber a caravana representa um importante momento de fortalecimento da memória cultural do município.

“A Rota da Independência valoriza a nossa história, fortalece a cultura do nosso povo e aproxima a comunidade das suas raízes. Cairu possui uma grande importância dentro do contexto da Independência da Bahia e participar desse momento reforça ainda mais o valor da nossa identidade cultural”, afirmou.

Representando o prefeito Hildécio Meireles, a secretária de Governo, Cida Meireles, destacou o envolvimento coletivo do município na realização da atividade.

“Todo o município está envolvido neste evento porque compreendemos a dimensão da Rota da Independência. Cairu teve participação fundamental para a vitória da Independência da Bahia e isso nos orgulha muito”, declarou.

A estudante Maiane Ché, do Colégio Estadual Cândido Meireles, ressaltou o caráter educativo e cultural da ação. “Foi um momento muito importante de aprendizado e intercâmbio cultural para todos nós”, disse.

Já o vereador Diego Meireles destacou a importância do reconhecimento histórico proporcionado pela iniciativa. “É uma satisfação receber mais uma vez a caravana da Rota da Independência. Esse projeto representa um reconhecimento público do papel de Cairu na história da Bahia”, pontuou.

A Rota da Independência 2026 segue percorrendo municípios baianos até as celebrações do 2 de Julho, reafirmando o compromisso da Fundação Pedro Calmon com a preservação da memória, da cultura e da participação popular na construção da história da Bahia.

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