Inaugurado em 2012, o Centro de Formação em Artes da Funceb é responsável pela formulação, implementação, avaliação e descentralização das políticas e ações formativas em artes, tanto de iniciação artística, quanto de formação e qualificação técnica, através de processos artístico-educativos numa perspectiva inclusiva, colaborativa e emancipatória.
É responsável pela gestão da Escola de Dança da Funceb, além dos cursos de Música e Teatro ofertados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à SecultBA.
Nomeada em 13 de julho, a professora, coreógrafa, dançarina, pesquisadora de Danças de Matriz Africana e Folclore Brasileiro, licenciada e Mestra em Dança pela Universidade Federal da Bahia, Nildinha Fonseca, chega à direção do Centro de Formação em Artes da Funceb para somar esforços ao Centro e ampliar o alcance das ações da unidade.
O convite chegou através do Secretário de Cultura Bruno Monteiro e da diretora geral da Funceb, Sara Prado, sendo parte da Formulação Política de Formação em Artes, apresentada como a principal demanda dos territórios de identidade da Bahia, conforme resultado das escutas feitas ao Campo Cultural pela Secult e unidades vinculadas.
Nildinha Fonseca já coreografou e participou de importantes produções artísticas, como Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Daniela Mercury, Saulo Fernandes, Timbalada, Banda Mel, além de outros artistas. Possui uma consolidada carreira internacional como profissional de Dança, coreógrafa, dançarina e intérprete. Além disso, atuou como consultora e difusora da arte e cultura brasileira em diversos países, ministrando aulas, workshops, oficinas, palestras e imersões de formação artística em universidades estrangeiras.
Na entrevista abaixo, Nildinha Fonseca explana seus objetivos e ideias para o Centro de Formação em Artes da Funceb.
1- Como você pensa que o Centro de Formação em Artes pode atuar na formação artística dos cidadãos baianos?
NF - Penso que o Centro de Formação em Artes já desempenha um papel crucial na formação artística dos cidadãos baianos, mas acredito que oferecer mais cursos, workshops, palestras e eventos culturais que estimulem mais ainda a criatividade, promova a expressão artística e incentive tudo isso, provoque o desenvolvimento de talentos locais. Percebo como essas iniciativas são necessárias por tratarmos de um constate avanço nas expressões artísticas. E para além disso, proporcionar acesso às diversificadas artes e cultura. O Centro de Formação em Artes pode contribuir para a valorização da identidade cultural da Bahia e para o enriquecimento pessoal e social dos indivíduos nesse aspecto, o que jugo mais importante na atuação relacionada à formação artística.
2- A Dança, sem dúvida, é um dos carros-chefes do Centro de Formação em Artes da Funceb. De que forma planeja equilibrar este cenário em relação às outras linguagens artísticas abarcadas pela Funceb?
NF - Ofertando uma programação diversificada que inclua cursos, oficinas e eventos relacionados a diferentes áreas, como música, teatro, artes visuais, entre outras. Também penso em equilibrar, promovendo a interdisciplinaridade e a integração entre as diversas linguagens artísticas, no intuito de incentivar a troca de experiências e conhecimentos entre estudantes e professores de diferentes áreas. Dessa forma, entendo que é possível dialogar e garantir que a dança seja valorizada como uma linguagem artística importante, sem desconsiderar a importância das outras formas de expressão artística.
3- A Escola de Dança da Funceb é um celeiro de artistas baianos, e uma das maiores referências de estudo profissional da técnica em dança. Como pretende fortalecer ainda mais a Escola nesse quesito?
NF - Entendo que a Escola de Dança da Funceb já é uma potência em formação técnica por ter uma equipe sempre muito bem qualificada, o que a mantém nesse nível. Mas penso que minha chegada venha contribuir como referência de estudo profissional técnico em dança e a escola seja a primeira nesse lugar. Acredito em investir na qualificação constante do corpo docente, trazendo profissionais renomados em suas áreas de atuação e investir em upgrade dos profissionais existentes, para que eles se atualizem das tendências da dança no geral e em suas especificidades.
Buscar junto a órgãos competentes vias para promover parcerias com instituições nacionais e internacionais, possibilitando intercâmbios culturais e oportunidades de aprendizado enriquecedoras para professores e consequentemente para os alunos, isso abrangendo também diversos núcleos, incluindo comunidades quilombolas, indígenas, etc. Fundamental também pensar em manter uma infraestrutura adequada e atualizada, oferecendo espaços e equipamentos de qualidade para desenvolvimento das práticas artísticas. E assim manter a escola contribuindo fortemente para a formação de talentosos profissionais que elevarão nosso cenário artístico baiano e nacional com a cara da Escola.
4- Como a sua trajetória artística pode beneficiar os estudantes do Centro de Formação em Artes?
NF - Acredito que a minha trajetória artística tenha uma representatividade no cenário artístico baiano consideravelmente consolidado, por ser respaldada em determinação, superação, perseverança, respeito e amor ao que faço. Com essas experiências vividas, percebo que ao longo dos anos posso servir como exemplo de evolução e dedicação, inspirando os estudantes a seguirem acreditando em seus sonhos e acreditando no seu potencial artístico como meta de vida. Juntos podemos explorar novas possibilidades e caminhos dessa encruzilhada da vida para o crescimento artístico e profissional de cada aluno.
Foto: Tyler Baker