A programação segue até o dia 14 de novembro de 2024
A Semana de Arte Negra: Africanidades e Memórias Negras, promovida pelo Centro de Formação em Artes da FUNCEB, teve início nesta terça-feira (12) celebrando a ancestralidade do povo preto. A abertura foi marcada pela apresentação de Koanza, personagem criada pelo ator e diretor, Sulivã Bispo, com uma performance vibrante, envolvendo o público presente, resgatando tradições e valores africanos que ainda ecoam nas artes contemporâneas.
A programação seguiu com uma conversa enriquecedora entre a Diretora Geral da FUNCEB, Sara Prado, e estudantes, além de integrantes da comunidade artística e cultural. Durante o bate-papo, Prado destacou a importância da produção artística na Bahia, enfatizando como o fazer cultural local contribui para a preservação das memórias e da identidade negra na sociedade.
À tarde, a programação continuou com a participação do coreógrafo e diretor Zebrinha, que abordou a relevância da presença de corpos negros nas artes, trazendo sua própria trajetória como exemplo de resistência e transformação por meio da dança e do movimento.
Logo após, foi a vez de Dona Cici, referência no estudo e preservação das artes negras, compartilhar seu extenso conhecimento sobre a mitologia dos orixás e a ancestralidade africana, fruto de anos de pesquisa e vivência. Dona Cici propôs uma reflexão profunda sobre a importância de conectar-se com as raízes espirituais e culturais para fortalecer a luta pela valorização da cultura negra.
Para fechar o primeiro dia, a renomada Negra Jhô, reconhecida mundialmente por sua atuação como ativista cultural, falou sobre a herança familiar como base da força e da resistência da comunidade negra. Em sua fala, ela destacou a importância de preservar e transmitir os saberes ancestrais. Ao final do encontro, Negra Jhô ministrou uma oficina prática de turbantes, ensinando à comunidade diferentes formas de uso desse adereço tradicional, que é também símbolo de empoderamento e identidade.
O primeiro dia da Semana de Arte Negra foi um verdadeiro mergulho nas raízes da cultura afro-brasileira, promovendo reflexões sobre identidade, memória e resistência. A programação segue nesta quarta-feira, 13 de novembro, com mais atividades que prometem enriquecer o debate e aprofundar o conhecimento sobre as diversas manifestações artísticas e culturais da população negra.
Confira a programação completa para o próximo dia de evento.
9h -Bate-Papo com coreógrafo e bailarino Gilmar Sampaio
Tema: A trajetória de um homem negro no Ballet Clássico
10h – Bate-Papo com a bailarina e coreógrafa Edilene Alves
Tema: Dinâmicas plurais de gestão em carreira artística
14h – Bate-Papo e aulão com o dançarino, músico e compositor, Zé Ricardo e com o pesquisador da cultura popular regional e de dança de matrizes africana e indígena, Bira Monteiro
Tema: Memórias e ancestralidade
Fotos: @madusaopedro