Com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Shell e do Itaú, a segunda edição do projeto VIVA CINEMATECA vai exibir 19 títulos em curta e longa-metragem
Em 2023, a Cinemateca Brasileira organizou sua primeira edição da mostra itinerante A CINEMATECA É BRASILEIRA. A programação percorreu o país levando filmes que perpassam diferentes momentos históricos e propostas estéticas ao longo de mais de 120 anos de história. Uma seleção de 19 títulos foi exibida em 15 cidades de todas as regiões do país, inclusive em Brasília.
Diante do sucesso do projeto, a Cinemateca realiza a segunda edição de sua itinerância e retorna a Salvador, passando pela Sala de Cinema Walter da Silveira, entre os dias 25 e 28 de junho e 08 e 11 de julho de 2025, em sessões gratuitas. Com o título A CINEMATECA É BRASILEIRA - RESISTÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS, a nova curadoria inclui longas e curtas-metragens que revelam múltiplas abordagens da vocação democrática do país e sua resistência a retrocessos autoritários, em especial o regime militar que teve início há 60 anos.
O projeto já exibiu, no ano passado, filmes em Campos dos Goytacazes (25 e 26 de setembro), Rio de Janeiro, dentro da programação do Festival do Rio (3 a 13 de outubro), Fortaleza (12 a 26 de outubro) e João Pessoa (13 a 22 de outubro). Em 2025, passou por Recife (23 a 29 de janeiro), Brasília (23 de janeiro a 12 de fevereiro), Porto Alegre (20 de março a 2 de abril) e Belo Horizonte (27 de maio a 01 de junho). Também estão confirmadas exibições em Belém, Porto Velho e Manaus.
“O Instituto Cultural Vale está ao lado da Cinemateca por entender a importância da casa da produção audiovisual brasileira, uma das maiores instituições do gênero no mundo, que preserva, também, um retrato da nossa própria identidade. Por isso, atuamos, juntos, em iniciativas pela sustentabilidade e modernização do espaço e pela salvaguarda de seu acervo, em especial, a coleção de filmes em nitrato de celulose, de valor inestimável”, diz Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, que é patrocinador estratégico da Cinemateca Brasileira.
As ações de itinerância fazem parte do Projeto Viva Cinemateca, lançado em 2023, que reúne os grandes projetos da Cinemateca voltados à recuperação de importantes acervos, além da modernização de sua sede e infraestrutura técnica.
"Apoiamos o Viva Cinemateca, pois acreditamos que a instituição tem um papel fundamental na construção, conservação e difusão da nossa herança cultural, com ações que promovem o desenvolvimento humano e geram valores para toda nossa sociedade. Juntos, preservamos o cinema nacional e as obras audiovisuais em geral, tão importantes para a preservação de nossa identidade”, comenta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Responsabilidade Social da Shell Brasil, patrocinadora estratégica do projeto Viva Cinemateca.
As ficções, documentários e animações selecionadas para RESISTÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS abordam direta e indiretamente os períodos de repressão tão recorrentes na história do país. Em O caso dos irmão Naves (1967), o cineasta Luiz Sergio Person se baseia em um caso real ocorrido em 1937, durante o Estado Novo, para retratar um dos piores erros jurídicos da história do Brasil.
Inspirados no sequestro do embaixador Charles Burke Elbrick, o nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, O que é isso, companheiro? (1997), de Bruno Barreto, expõe as consequências dessa ação para negociar a libertação de presos políticos.
As estratégias e as torturas praticadas pela ditadura são evidentes nos relatos presentes no curta Libertação de Inês Etienne Romeu (1979), de Norma Bengell. Já os horrores praticados contra os povos indígenas, ainda pouco conhecidos, são denunciados no filme Arara: Um filme sobre um filme sobrevivente (2017), de Lipe Canêdo.
A atmosfera de tensão e a mentalidade dessa época são contextualizadas nas entrelinhas do documentário de Arnaldo Jabor, A opinião pública (1966) e na ironia de Pra frente Brasil (1982), de Roberto Farias.
Outro tema recorrente das obras selecionadas é a luta do movimento operário por melhores condições de trabalho e pela redemocratização do país. Registros essenciais desse movimento popular, que precedeu a anistia política, são encontrados no filme recentemente restaurado pela Cinemateca Brasileira, Greve (1979), de João Batista de Andrade, e ainda no documentário ABC da greve (1979-1990), de Leon Hirszman, que também ficcionalizou o conflito em Eles não usam black-tie (1981).
A mostra oferece também alegorias políticas que examinam a complexidade das estruturas de poder e a opressão. Na fictícia nação latino-americana de Eldorado, Glauber Rocha reflete as tensões políticas, sociais e culturais da época em seu clássico Terra em transe (1967). Também ambientado em um país fictício na América Latina, o curta baseado no conto homônimo de Olney São Paulo, Manhã Cinzenta (1969), critica o autoritarismo com imagens impressionantes das manifestações de rua de 1968. Embora não seja uma metáfora direta contra a ditadura militar, Os fuzis (1964), de Ruy Guerra, trata de temas como opressão, desigualdade social e a relação entre o poder militar e as populações oprimidas.
Em homenagem aos 40 anos do filme e aos 10 anos de falecimento do cineasta Eduardo Coutinho, a curadoria inclui novamente Cabra marcado para morrer (1964-1984), cujas filmagens foram interrompidas pelo golpe militar de 1964 e retomadas dezessete anos depois para concluir a trajetória de seus personagens durante os longos anos do regime militar.
PROGRAMAÇÃO
25 DE JUNHO, QUARTA-FEIRA
16h - ELES NÃO USAM BLACK TIE
Brasil (RJ), 1981, 123 min, cor, 14 anos
Direção: Leon Hirszman
Elenco: Carlos Alberto Riccelli, Gianfrancesco Guarnieri, Bete Mendes, Fernanda Montenegro, Milton
Gonçalves, Francisco Milani.
Sinopse: Otávio é um militante sindical que organiza um movimento grevista para resistir às práticas
exploradoras de uma metalúrgica, na qual seu filho Tião também trabalha. Mas, com a namorada grávida, o
jovem resiste à greve para não perder o emprego.
19h - TERRA EM TRANSE
Brasil (RJ), 1967, P&B, 107 min, 14 anos
Direção: Glauber Rocha
Elenco: Jardel Filho, Glauce Rocha, José Lewgoy, Paulo Autran, Paulo Gracindo
Sinopse: Eldorado, país fictício da América Latina, encontra-se entre o golpe de Estado e o populismo, entre a crise e a transformação. Paulo, poeta e jornalista tenta provocar mudanças políticas, influenciando homens poderosos.
26 DE JUNHO, QUINTA-FEIRA
16h – SESSÃO DE CURTAS
MANHÃ CINZENTA
Brasil (RJ), 1969, 18 min, p&b
Direção: Olney São Paulo
Elenco: Sonélio Costa, Janete Chermont, Maria Helena Saldanha, Jorge Dias, Nestor Noya
Sinopse: Um casal de estudante segue para uma passeata onde o rapaz, um militante, lidera um comício. Eles são presos durante a manifestação, torturados na prisão e sofrem um inquérito absurdo dirigido por um robô e um cérebro eletrônico.
LIBERTAÇÃO DE INÊS ETIENNE ROMEU
Brasil (RJ), 1979, Cor, 11 min, Livre
Direção: Norma Bengell
Elenco: Inês Etienne Romeu, Maria Romeu, Lúcia Romeu, Elisabeth Romeu, Anita Romeu, Geralda Romeu, Cristina Oliveira Lira, Norma Bengell, Sônia Nercessian
Sinopse: 29 de agosto de 1979, Instituto Penal Talavera Bruce, Bangu, Rio de Janeiro. Após cumprir oito anos de pena, Inês Etienne Romeu, única sobrevivente da "Casa da Morte" de Petrópolis e primeira presa política condenada à prisão perpétua no Brasil, deixava o cárcere beneficiada pela Anistia. Norma Bengell filmou esse momento: da porta da cadeia à residência com a família, Inês foi recebida por familiares, amigos e membros do Comitê Brasileiro de Anistia, no que marcou o primeiro ato da denúncia histórica que Inês levaria adiante contra os seus algozes e o Regime Militar.
ARARA: UM FILME SOBRE UM FILME SOBREVIVENTE
Brasil (MG), 2017, Cor, 13 min, 12 anos
Direção: Lipe Canêdo
Elenco: Sueli Maxacali, Isael Maxacali, Paula Berbert, Edmundo Antônio Dias, Rodrigo Piquet, Marcelo Zelic
Sinopse: Em 2012, Rodrigo Piquet, do Museu do Índio, mostrou a Marcelo Zelic, do grupo Tortura Nunca Mais, um filme que encontrara, chamado “Arara”. O título não se referia ao animal, nem ao povo conhecido por esse nome. Zelic o aponta como importante registro probatório sobre o ensino de tortura durante a ditadura militar. Eram imagens da formatura da Guarda Rural Indígena, em Belo Horizonte, produzidas pelo antropólogo Jesco Von Puttkamer (1919-1994) em 1970.
19h - CABRA MARCADO PARA MORRER
cópia restaurada
Brasil (RJ), 1964 – 1984, Cor/P&B, 119 min, 12 anos
Direção: Eduardo Coutinho
Elenco: Eduardo Coutinho, Elizabete Altino Teixeira, João Virgílio Silva, José Daniel do Nascimento, João José do Nascimento, Cícero Anastácio da Silva, Braz Francisco da Silva, Severino Coutinho
Sinopse: As filmagens sobre a vida do líder da Liga Camponesa de Sapé (PB), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962, são interrompidas pelo golpe militar em 1964. Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho retoma o projeto, e as personagens do filme interrompido se tornam protagonistas.
27 DE JUNHO, SEXTA-FEIRA
16h ABC DA GREVE
Brasil (SP), 1979 – 1990, 84 min, cor, livre
Direção: Leon Hirszman
Elenco: Luiz Inácio Lula da Silva, Vinicius de Moraes, Lélia Abramo, Ferreira Gullar (narração)
Sinopse: O documentário acompanha a efervescência do movimento sindical no ABC paulista no final dos
anos setenta, que se mobilizou para realizar as primeiras greves no Brasil desde 1968. Filmado em 16mm,
o filme traz registros dos operários metalúrgicos das grandes fábricas automobilísticas e multinacionais na
luta por melhores salários e melhores condições de vida, tornando-se um registro essencial daquele
movimento popular que precedeu a anistia política e a redemocratização do país.
19h - O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
Brasil (SP), 2006, 90 min, cor, 10 anos
Direção: Cao Hamburger, Cláudio Galperin
Elenco: Michel Joelsas, Germano Haiut, Simone Spoladore
Sinopse: 1970. Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem de esquerda e serem perseguidos pela ditadura, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo.
28 DE JUNHO, SÁBADO
16h - JARDIM DE GUERRA
Brasil (RJ), 1968, P&B, 90 min, 16 anos
Direção: Neville d’Almeida
Elenco: Joel Barcellos, Maria do Rosário Nascimento e Silva, Vera Brahim, Carlos Guimas, Jorge Mautner, Hugo Carvana
Sinopse: A paixão pela famosa atriz Maria do Rosário tira o jovem Edson de um estado mental de letargia e marasmo. Entusiasmado, o jovem decide seguir o grande sonho de se tornar um cineasta. No entanto, a questão financeira se torna um grande empecilho.
GREVE
Brasil (SP), 1979, Cor/P&B, 37 min, livre
Direção: João Batista de Andrade
Elenco: Augusto Nunes (narração)
Sinopse: Os acontecimentos principais da greve dos metalúrgicos do ABC, liderada por Lula em março de
1979, são narrados ao mesmo tempo em que se procura contextualizá-los no momento político brasileiro.
Depoimentos de operários militantes revelam as razões objetivas que os conduziram a esse movimento
sólido e transformador.
19H - O CASO DOS IRMÃOS NAVES
Brasil (SP), 1967, 92 min, P&B, 14 anos
Direção: Luiz Sergio Person
Elenco: Anselmo Duarte, Raul Cortez, Juca de Oliveira, Sérgio Hingst, John Herbet, Lélia Abramo, Cacilda Lanuza, Julia Miranda
Sinopse: Na pacata cidade de Araguari (MG), os irmãos Sebastião e Joaquim Naves denunciam à polícia o desaparecimento de seu sócio com o dinheiro da venda de uma grande safra de arroz. De denunciantes passam a réus, depois que o tenente que investiga o caso chega à conclusão de que os dois mataram o sócio para ficar com o dinheiro. Barbaramente torturados, os irmãos confessam o crime que não cometeram e são condenados. O filme é baseado em um caso real, ocorrido em 1937 durante o Estado Novo, e considerado um dos piores erros jurídicos da história do Brasil.
08 DE JULHO, TERÇA-FEIRA
16h - PRA FRENTE BRASIL
Brasil (RJ), 1982, Cor, 110 min, 16 anos
Direção: Roberto Farias
Elenco: Reginaldo Farias, Antônio Fagundes, Natália do Vale, Elizabeth Savalla, Carlos Zara, Paulo Porto, Jorge Couri
Sinopse: Em 1970, enquanto o país inteiro se empolga com a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo no México, prisioneiros políticos são submetidos a torturas nos porões da ditadura militar. Esses acontecimentos são vistos através da ótica de uma família, quando um de seus membros, um tranquilo trabalhador de classe média, é erroneamente identificado como ativista político e "desaparece".
19h - A OPINIÃO PÚBLICA
Brasil (RJ), 1966, 72 min, P&B, Livre
Direção: Arnaldo Jabor
Elenco: Jerry Adriani, Yoná Magalhães, Curandeira Isaltina, Fernando Garcia
Sinopse: Por meio de depoimentos de estudantes, a classe média carioca é retratada de maneira a salientar seus gestos, seus gostos, e sobretudo sua distância frente a realidade brasileira.
09 DE JULHO, QUARTA-FEIRA
16h - O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?
Brasil (RJ), 1997, Cor, 105 min, 14 anos
Direção: Bruno Barreto
Elenco:Pedro Cardoso, Alan Arkin, Fernanda Torres, Cláudia Abreu, Luiz Fernando Guimarães, Selton Mello, Matheus Nachtergaele, Caio Junqueira, Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves, Othon Bastos, Alessandra Negrini, Lulu Santos, Harry Stone
Sinopse: O Brasil atinge o auge da ditadura militar após a decretação do AI-5, em dezembro de 1968, que provoca radical censura à imprensa, assim como a perda dos direitos civis do cidadão brasileiro. Inúmeros militantes de esquerda eram presos e torturados. Em meados de 1969, um grupo de jovens da classe média carioca opta pela clandestinidade e pela luta armada. Para romper o "muro do silêncio" da imprensa, esses jovens pertencentes ao movimento clandestino de esquerda MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) tramam o sequestro de um embaixador americano. Em troca da sua liberação, exigem a leitura de um manifesto em cadeia de televisão e a libertação de 15 companheiros presos.
18h - MEU TIO JOSÉ
Brasil (BA), 2021, 89 min, cor/p&b, 14 anos
Direção: Ducca Rios
Elenco: Wagner Moura, Lorena Comparato, Tonico Pereira, Evelyn Buchegger, Jackson Costa, Bertrand Duarte, Neyde Moura, Caio Muniz
Sinopse: Animação que narra a trajetória de José Sebastião Rio de Moura, integrante do movimento de esquerda "Dissidência da Guanabara". Ele esteve envolvido no sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, em 1969, e passou 10 anos exilado no exterior. Ao retornar ao Brasil, José é alvo de um atentado que resulta em sua morte. No mesmo dia de seu assassinato, seu sobrinho Adonias precisa escrever uma redação para a escola. O garoto, enfrentando o luto pela perda do tio, decide transformar sua tristeza em uma homenagem a José através de seu trabalho.
10 DE JULHO, QUINTA-FEIRA
16h - A LUTA DO POVO
cópia restaurada
Brasil (SP), 1980, Cor, 30 min, Livre
Direção: Renato Tapajós
Elenco: David José (narração)
Sinopse: A partir do enterro do operário Santo Dias da Silva, o filme aborda o movimento operário entre
1978 e 1980.
19h - OS FUZIS
Brasil (RJ), 1964, P&B, 84 min, 12 anos
Direção: Ruy Guerra
Elenco: Átila Iório, Nelson Xavier, Maria Gladys, Leonides Bayer, Ivan Cândido, Paulo César Pereio, Hugo Carvana, Maurício Loyola
Sinopse: Um grupo de soldados armados é enviado ao Nordeste do Brasil na tentativa de impedir que a população faminta da seca no sertão invada e saqueie um depósito de alimentos. Enquanto a alienação e a loucura de um povo em delírio pela fome latente são conduzidas pelas previsões de um religioso, um motorista de caminhão observa a situação e fica dividido entre sua amizade com os soldados e sua revolta contra a falta de ação do governo para sanar a miséria que assola a região.
11 DE JULHO, SEXTA-FEIRA
16h - VALA COMUM
Brasil (SP), 1994, Cor/P&B, 32 min, 10 anos
Direção: João Godoy
Elenco: Antonio Ruete
Sinopse: O filme traça a história recente do país tendo como ponto de partida a localização de uma vala comum, clandestina, com mais de mil ossadas em Perús (SP). Através do depoimento de diversos familiares de mortos e desaparecidos políticos do Brasil, é recontada a triste história da repressão vivida no país após o golpe militar de 1964.
18h - CIDADÃO BOILESEN
Brasil (RJ), 2009, 93 min, Cor/P&B, 14 anos
Direção: Chaim Litewski
Elenco: Fernando Henrique Cardoso, Celso Amorim, Jarbas Passarinho, Erasmo Dias, Dom Paulo Evaristo Arns
Sinopse: Um capítulo sombrio da ditadura militar brasileira revela o financiamento da repressão violenta à luta armada por grandes empresários. Henning Albert Boilesen, presidente do grupo Ultra, é destacado por suas ligações com a ditadura, sua participação na criação da Oban (Operação Bandeirante) e por alegações de assistir a sessões de tortura. Depoimentos de figuras como Erasmo Dias, Paulo Egydio Martins e antigos presos políticos, como Carlos Eugênio Sarmento da Paz e Jacob Gorender, dão contornos a essa história.
Serviço
O quê: Mostra Resistências Cinematográficas
Onde: Sala de Cinema Walter da Silveira, nos Barris, em Salvador
Quando: Entre os dias 25 e 28 de junho e 08 e 11 de julho de 2025
Quanto: Entrada gratuita