Bandas filarmônicas baianas abrilhantam Desfile Cívico 2 de Julho celebrando 202 anos da Independência do Brasil na Bahia

03/07/2025
foto
Foto: Lucas Malkut

Mais de dois séculos de história foram comemorados na manhã da última quarta-feira (2), durante o Desfile Cívico 2 de Julho. É que 10 bandas filarmônicas da Bahia desfilaram em cortejo pelo Centro Histórico de Salvador até o Terreiro de Jesus, levando muita emoção e brilho às ruas da capital baiana. 

Entre veteranas e estreantes, os grupos celebraram os 202 anos de Independência do Brasil na Bahia, através de chamamento público promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). 

Para Sara Prado, diretora da Funceb, “estamos felizes enquanto Fundação Cultural de poder garantir a participação das Filarmônicas, que são instituições centenárias, trabalhando com a cultura e com a arte, mas sobretudo com a memória desse processo nos municípios onde estão inseridos e que vem pra Salvador pra comemorar junto com o povo baiano, junto com o povo brasileiro esse momento”, afirmou.  

foto
Foto: Lucas Malkut

Dentre as estreantes esteve a Filarmônica Ambiental, da zona rural de Barra de Pojuca, em Camaçari, que existe há 24 anos e conta com integrantes de idades entre 11 e 18 anos. O maestro e saxofonista, Cayo Vieira, ressaltou que “foi uma honra participar, porque esses meninos já têm desde pequenos o costume de exaltar o 2 de Julho como a data cívica da Bahia. Pra eles foi uma coisa diferente, porque eles nunca fizeram um desfile cívico com essa magnitude”.  

O maestro, arranjador e fundador da Filarmônica Ambiental, Fred Dantas, destacou que a participação no Desfile 2 de Julho “foi muitíssimo importante, pois foi um incentivo e uma alavanca para o crescimento e motivação da banda e de todos individualmente. É a primeira vez dos participantes que estão aqui, então é totalmente novo”.

Depois de 15 anos desde a última vez que participou do cortejo, a Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis, na Chapada Diamantina, retornou ao evento via edital da Funceb. “Graças a Deus, fomos selecionados e a tendência agora é manter essa força no mundo musical e esse padrão para os próximos anos. Foi um momento muito importante fazer parte dessa data especial para todos nós, baianos”, comemorou o maestro Washington Sueira.

foto
Foto: Lucas Malkut

Com integrantes que vão desde crianças de 10 anos até idosos, Florisvaldo Lopes, de 78 anos, é o mais antigo entre os integrantes da Filarmônica Lyra Popular de Lençóis, tocando prato na ala de percussão. “Toco há 67 anos na filarmônica. Sou o mais velho e pra mim é uma alegria muito grande fazer parte”, celebrou. 

Centenárias e oriundas do recôncavo baiano, os municípios de Maragojipe, Santo Amaro e Cruz das Almas também tiveram suas filarmônicas contempladas no chamamento público. Com integrantes que passam de geração a geração, a Filarmônica Terpsícore Popular, de Maragojipe, tem em seu regente um exemplo vivo disso. Participante desde os 11 anos de idade, Roque Adson está à frente do grupo há mais de 20 anos. “Para mim, é gratificante representar Maragojipe aqui na capital. Nós temos muita história”, avaliou. Existente há 145 anos, a filarmônica contém músicos com faixa etária que varia de 15 a 60 anos de idade. 

A Sociedade Filarmônica Filhos de Apolo, em Santo Amaro, tem 127 anos de existência e “veio abrilhantar mais um 2 de Julho na cidade de Salvador, mostrando a cultura local”, considerou o regente Jairo dos Santos. Também retornando depois de sete anos sem participar, “emplacar esse edital motivou muito a banda. Meninos que estavam deixando de vim voltaram a aparecer, então essas apresentações aqui em Salvador são muito positivas. Estamos vindo com todo o gás e a banda está bastante renovada”, declarou Eliel Batista, regente da Sociedade Filarmônica Euterpe Cruzalmense, em Cruz das Almas.

foto
Foto: Lucas Malkut

Em 2025, desfilaram através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) as bandas: Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis (Lençóis); Sociedade Filarmônica Santa Cecília (Palmeiras); Filarmônica Ambiental (Camaçari); Sociedade Filarmônica Euterpe Cruzalmense (Cruz das Almas); Filarmônica Terpsícore Popular (Maragojipe); Sociedade Filarmônica Filhos de Apolo (Santo Amaro); Filarmônica Lyra Popular (Belmonte); Filarmônica Minerva Cachoeirana (Cachoeira); Sociedade Filarmônica Minerva (Morro do Chapéu) e a Sociedade Filarmônica Lyra Popular (Castro Alves).