Funceb e Fundac assinam termo de cooperação cultural para oficinas no Novembro das Artes Negras

23/10/2025
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Foto: Lucas Malkut/Ascom Funceb

Na manhã desta quinta-feira (23), sob apresentação artística e declamação poética, representantes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) formalizaram a parceria por meio da assinatura do Termo de Cooperação Cultural que integra o Programa Bahia pela Paz, uma iniciativa estratégica do Governo da Bahia, prevista no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. 

O programa propõe uma nova perspectiva para a política de segurança pública, baseada na integração de ações sociais de prevenção e redução da violência, com foco antirracista e na promoção da cidadania das populações mais vulneráveis. No âmbito do Bahia pela Paz, a parceria entre a Funceb e a Fundac reforça o papel da arte e da cultura como instrumentos de transformação social e de fortalecimento do Sistema Socioeducativo. 

O Termo de Cooperação dará início à realização da Oficina de Dança do projeto Novembro das Artes Negras 2025, promovido pela Funceb, com o tema “Aquilombar-se: Resistência, Arte e Construção Coletiva”. A ação será realizada com adolescentes da Case Feminina, em Salvador, dentro da programação do Novembro Negro da Fundac.

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Foto: Lucas Malkut/Ascom Funceb

Estiveram no ato da assinatura a diretora geral da Funceb, Sara Prado; a diretora da Fundac, Regina Affonso; a gerente da Case Feminina, Rosimeire Santos; a coordenadora do programa Dedica - Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Carmen Novaes e a gerente do CAOCA - Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente, Renata Costa Bandeira. 

Também marcaram presença no evento a chefe de gabinete da Funceb, Josy Santos; a diretora do Centro de Formação em Artes da Funceb, Nildinha Fonseca; a assessora da Diretoria das Artes da Funceb, Rosana Silva e o coordenador de Dança da Funceb, Léo Diledy.

A diretora geral da Funceb, Sara Prado, destacou as conexões entre a Funceb e a Fundac pela similaridade entre as siglas, além do antigo desejo em estabelecer uma parceria. “Funceb e Fundac tem uma sigla muito semelhante. Estarmos aqui hoje é uma reparação histórica, porque Funceb e Fundac deveriam estar mais juntas, não apenas na semelhança de nomes, mas na possibilidade de ações coletivas. Esse início pode ser um despertar de novas coisas, onde a arte tem um grande papel nas nossas vidas”, enfatizou.

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Foto: Lucas Malkut/Ascom Funceb

Com foco na valorização da identidade afro-brasileira e no empoderamento das jovens em cumprimento de medida socioeducativa, a iniciativa representa um avanço na consolidação de uma socioeducação antirracista, inclusiva e humanizada. A atividade amplia o acesso das adolescentes à produção cultural baiana e contribui para o fortalecimento da autoestima e da expressão corporal como caminhos para a autonomia e o pertencimento.

Durante o ato de assinatura, realizado na Case Feminina, a gerente da unidade, Rosimeire Santos, destacou a emoção em receber a parceria e o impacto positivo que a arte provoca na vida das adolescentes. “Acredito muito que a arte e a educação podem mudar o mundo. Digo sempre às meninas que elas podem fazer o que quiserem. Quando a gente vem da comunidade e conhece a dança, a capoeira e a poesia, transformamos vidas. Essa oficina vai trazer um sábado diferente, feminino, cheio de movimento e possibilidades”, afirmou.

A diretora da Fundac, Regina Affonso, também celebrou a concretização da parceria, destacando que o diálogo com a Funceb sempre foi um desejo antigo da instituição. “É uma alegria poder formalizar essa cooperação e abrir caminhos para que experiências como essa cheguem a todas as unidades de atendimento socioeducativo da Bahia. Quando integramos ações como esta, especialmente dentro do Bahia pela Paz, lembramos do compromisso do Estado com uma socioeducação que transforma pela arte e pela cultura”, ressaltou.

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Foto: Lucas Malkut/Ascom Funceb

Para a coordenadora do programa Dedica, Maria Carmen Novaes, “cultura e arte são resistência e é importante destacar o quanto isso impacta na vida das adolescentes”. Compartilhando do mesmo ideal, Renata Costa Bandeira, gerente do CAOCA, disse que “as habilidades no campo das artes e da cultura têm o poder de transformar muitas trajetórias. Acredito muito na inclusão das artes e da cultura no processo de socioeducação, para que essas pessoas se reconheçam num ambiente externo, no momento em que voltarem a viver na comunidade aberta”, refletiu.