Mesa-redonda em Santo Antônio de Jesus debate doença falciforme, racismo e direito à saúde

30/07/2023

Na última sexta-feira (28), o Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Recôncavo, em Santo Antônio de Jesus, foi palco de uma relevante mesa-redonda que reuniu palestrantes especializados para debater a doença falciforme, o racismo e o direito à saúde da população negra. O evento foi protagonizado pelos alunos do curso de Análises Clínicas do CETEP, com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre a temática e fomentar a doação voluntária de sangue. As doações, em nome do grupo, são realizadas na unidade da Hemoba na cidade, através do código #doaCETEP215.

Como palestrantes estiveram presentes Altair Lira, antropólogo e assessor de relações institucionais do Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF); a médica Arisne Munique, bacharel em Saúde e Medicina pela UFRB; Andréa da Anunciação Gomes, gestora em Processos Formativos da Escola Estadual de Saúde Pública da Sesab, e Ubiraci Matildes de Jesus, coordenadora do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra (SEPROMI). Além disso, o encontro contou com apresentações musicais, teatro, dança e uma paródia sobre a importância da doação voluntária de sangue.

Na mesa-redonda, Altair Lira apresentou um breve histórico sobre a doença falciforme e expôs os desafios enfrentados pelos pacientes e profissionais de saúde. Ele questionou porque, mesmo com tanto conhecimento disponível, ainda existem profissionais de saúde despreparados para lidar com esta enfermidade, que afeta uma em cada 650 pessoas nascidas na Bahia. Ao apresentar o fluxo de atendimento no Centro de Referência gerido pela Fundação Hemoba, Altair ressaltou a importância de políticas públicas adequadas e de uma rede de assistência sólida para garantir o direito à saúde e enfrentar os desafios decorrentes da doença.

A professora Lorena Frigia, uma das idealizadoras do projeto de doação de sangue, que teve início em 2022 com a campanha #doaCETEP215, explicou o motivo de tratar sobre a saúde da população negra neste ano: “Com a disciplina de hematologia, o projeto voltou suas atenções para a saúde da população negra, realizando ações de educação em saúde, especialmente sobre a doença falciforme e a importância da doação de sangue para atender pacientes com essa condição. Estamos felizes com a repercussão da campanha, que se expandiu para além dos muros da escola, engajando os estudantes em um ensino prático voltado para a teoria e incentivando também a responsabilidade cidadã”, declarou Lorena.

Renata Souza, aluna do 3º ano do curso de Análises Clínicas, avaliou o projeto como relevante para a formação profissional dos estudantes e para seu desenvolvimento pessoal como futuros analistas clínicos. "Acho muito importante receber esses palestrantes em nossa escola. Essa abordagem multidisciplinar contribui para uma visão mais ampla sobre o nosso papel como profissionais na sociedade", elogiou.

Fonte
Ascom
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