06/05/2024
Para celebrar o Dia Internacional da Talassemia, as fachadas do Hemocentro Coordenador e do Centro de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim (CERPDF), unidades da Fundação Hemoba, serão iluminadas na cor vermelha, nesta quarta-feira (08/05), na capital baiana, em parceria com a Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA). A ação busca conscientizar sobre esta doença hematológica benigna, em apoio a pacientes, familiares e profissionais de saúde dedicados em oferecer qualidade de vida às pessoas com talassemia.
O Centro participa também nesta terça-feira (07) de uma sessão de cinema, promovida pela ABRASTA e o Shopping da Bahia, para os pacientes com a enfermidade. A ideia é oferecer um momento de lazer e desconcentração, retirando-os do ambiente hospitalar. A ABRASTA é uma ONG que atua sob orientação de um Comitê Científico Médico, formado por especialistas nacionais e internacionais, oferecendo um acesso fácil e rápido ao melhor tratamento e qualidade de vida aos pacientes.
Atendimento - Na Bahia, o Centro de Referência tem a responsabilidade de prestar atendimento ambulatorial às pessoas com talassemia, dispondo de uma equipe multiprofissional de hematologista, psicólogo, nutricionista, odontólogo, fisioterapeuta, assistente social e assistência farmacêutica. Para ser atendido, é necessário agendar triagem e consultas utilizando os canais disponíveis. O agendamento pode ser feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados, pelos números de contato (71) 3339-6000, (71) 3339-6027 ou (71) 3339-6028. Além disso, também é possível agendar online através do link https://triagem.saude.ba.gov.br/open.do?sys=RED. O endereço do centro é Av. Centenário, 801, Garcia, Salvador - BA, CEP 40150-370.
Talassemia - As talassemias são um grupo de doenças hereditárias que se caracterizam pela redução ou ausência de hemoglobina (substância dos glóbulos vermelhos), que ocasionam sintomas como anemia persistente, aparência pálida, aumento do baço, distúrbios cardíacos e endócrinos, atraso no crescimento e na maturação sexual, além de infecções recorrentes. Cabe à hemoglobina levar oxigênio para todo o corpo, permitindo o correto funcionamento dos órgãos.
A doença é classificada em talassemias beta, as mais comuns, podendo ser beta menor (anemia leve) e beta intermediária (anemia leve a grave podendo necessitar de transfusões de sangue regularmente), e talassemia beta maior (anemia grave, necessitando transfusões de sangue a cada 2-4 semanas desde os primeiros meses de vida). Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, estima-se que no Brasil tenha cerca de 1.000 pessoas com essas síndromes talassêmicas, também chamada de “anemia do Mediterrâneo”.
Foto: Mateus Pereira / GOVBA
Fonte
Ascom Hemoba