Ciência, história e cultura marcam o Encontro Internacional de Meteoritos e Impactitos no MGB

Publicado: 03/07/2026 Última atualização: 06/10/2026 às 09:00
Ciência, história e cultura marcam o Encontro Internacional de Meteoritos e Impactitos no MGB
Foto: Eduardo Andrade/SDE


Especialistas do Brasil e do exterior compartilharam pesquisas, fortaleceram as geociências e celebraram o legado do meteorito Bendegó

O Museu Geológico da Bahia (MGB), administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), foi palco do Encontro Internacional de Meteoritos e Impactitos nesta quarta-feira (1º). O dia foi dedicado ao conhecimento, à troca de experiências e à valorização do patrimônio científico e reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais da área e o público interessado em uma programação que integrou palestras, homenagem, exibição de documentário e apresentação musical.

Ao longo do evento, especialistas brasileiros e estrangeiros debateram temas relacionados aos meteoritos, à geologia planetária, à astroquímica, às crateras de impacto e à história do meteorito Bendegó, considerado o maior meteorito brasileiro em massa recuperada e um dos principais símbolos da ciência nacional.

Para a coordenadora técnica do MGB, Elizandra Pinheiro, o encontro representou um marco para o fortalecimento das geociências no estado. “Este é um evento de grande importância não apenas para o Museu Geológico da Bahia, mas principalmente para o nosso estado. É o primeiro encontro voltado para essa área realizado na Bahia, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais em um momento único de debates, troca de experiências e compartilhamento de conhecimento. Isso fortalece a ciência, amplia cada vez mais o conhecimento e proporciona uma comunicação mais acessível sobre essa área”, destacou.

Uma das palestrantes do encontro, a geóloga e PhD Débora Rios, que apresentou a palestra Fragmentos de Mundos Perdidos: Como os Palasitos Revelam as Conexões entre Vulcanismo, Mineralizações e Evolução Planetária, destacou o avanço da meteorítica na Bahia e a importância da divulgação científica para aproximar a sociedade das geociências.

“A meteorítica tem evoluído bastante na Bahia nos últimos anos. Temos trabalhado muito com a divulgação científica e hoje vemos um público bastante diversificado, com crianças, adolescentes e profissionais interessados em meteoritos. Esse trabalho ajudou, ao longo dos últimos 15 anos, a quase duplicar a coleção baiana de meteoritos”, afirmou.

Ciência, história e cultura marcam o Encontro Internacional de Meteoritos e Impactitos no MGB
Fonte/Crédito
Eduardo Andrade:/Ascom SDE

Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem ao colecionador e geólogo Dr. Wilton Pinto de Carvalho, reconhecido por sua valiosa contribuição para o enriquecimento do acervo do Museu Geológico da Bahia e para o desenvolvimento das geociências no estado. A homenagem celebrou a trajetória de Wilton Carvalho na preservação, pesquisa e difusão do patrimônio geológico baiano.

Além das conferências científicas, o encontro promoveu uma programação cultural que aproximou ciência e arte. O público acompanhou a exibição do documentário A Pedra que Caiu do Céu, dirigido por Rodrigo Gontijo, seguida de um bate-papo com o diretor e o pesquisador Rael B. Gimenes Toffolo sobre os processos criativos da obra. O encerramento ficou por conta do show Andarilho Urbano, de Tatá Aeroplano, compositor das canções Cadente e Perdidos na Estrada, que integram a trilha sonora do filme.

Fonte
Ascom/SDE
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