SDE celebra importância dos comerciários para a economia baiana

Publicado: 27/10/2026 Última atualização: 29/10/2026 às 11:19
Comerciários da Ceasinha em ação: da esquerda para a direita, Maise Santos, Isaias Moura e Glaciele Gomes
Comerciários da Ceasinha em ação: da esquerda para a direita, Maise Santos, Isaias Moura e Glaciele Gomes Foto: Eduardo Andrade/AscomSDE


Homenagem celebra o Dia do Comerciário, comemorado no dia 30 de outubro

Mais de 16 milhões de trabalhadores brasileiros ocupados no Comércio celebram, nesta sexta-feira (30), o Dia do Comerciário. Instituída oficialmente em 2013, a data celebra uma das atividades que mais gera emprego no país. Dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do IBGE, indicam que em dezembro de 2024 o setor empregava formalmente 10,6 milhões de brasileiros. Estima-se que existam outros 5,5 milhões a 6 milhões de trabalhadores informais atuando diretamente no setor de comércio no Brasil.

Na Bahia, a pesquisa aponta que no mesmo período havia um contingente de 488.177 empregados formais, distribuídos em 96.993 empresas – média de 5 trabalhadores por empresa. A atividade gerou uma receita bruta de revenda de R$ 338,8 bilhões no Estado, a 8ª maior do país, a primeira do norte-nordeste.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Carlos Oliveira, destacou a importância do setor para a economia baiana e a conquista histórica da categoria na luta por direitos trabalhistas. “Os comerciários representam uma força motriz fundamental para a economia do Brasil e da Bahia, uma categoria que merece o nosso respeito e admiração por todas as lutas que tem pautado ao longo de sua trajetória, e que este ano celebra mais uma conquista histórica: o fim da escala 6x1. Essa medida, aprovada pelo Congresso Nacional, terá impacto direto na vida dos comerciários, que passam a ter o direito a duas folgas por semana sem desconto nos salários”, declarou.

O gestor lembra que o 30 de outubro foi escolhido para celebrar o Dia do Comerciário por causa do decreto 4.042 publicado nesta data, no ano de 1932, que estabeleceu a jornada de trabalho de 8 horas diárias e o repouso remunerado aos domingos para os empregados do comércio, à época chamados de caixeiros. O decreto foi assinado pelo presidente Getúlio Vargas após uma mobilização realizada pela categoria que ficou conhecida como “A passeata dos 5.000”, ocasião em que milhares de comerciários marcharam pelo centro do Rio de Janeiro até o Palácio do Catete (sede do governo federal) para exigir o fim das jornadas extenuantes de trabalho, 12 a 16 horas por dia, sem direito a folgas.

Depoimentos que inspiram: “Orgulho de ser comerciário"

Segundo Glaciele Gomes, de 34 anos, lidar diariamente com pessoas das mais diversas origens, crenças e valores é uma experiência que torna sua atividade única. Há 12 anos ela trabalha como vendedora da loja de chocolates Amma. “Me orgulho de estar aqui no dia a dia oferecendo produtos que ajudam a dar mais sabor à vida das pessoas”.

Para Maise Menezes Farias Santos, 39, que há seis anos atende os clientes que diariamente circulam pelo box da Sergipana, ser comerciária é fazer amigos. “Eu tenho amizades aqui antigas que foram criadas através do trabalho e isso é um prazer enorme para mim, porque a gente vem trabalhar todo dia com muita alegria”, conta.

Isaias Silva Moura, 38, que há 12 anos atua na Peixaria Azul do Mar, valoriza a sua atividade profissional. “O nosso trabalho aqui é principalmente orientar as pessoas. Às vezes a gente entrega ao cliente um produto que nem ele mesmo sabia que queria. Com certeza, tenho orgulho da minha função, tenho orgulho do meu trabalho, tenho orgulho de ser comerciário.”

Fonte
Ascom/SDE
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