Commodites Agrícolas

12/01/2010

Commodites Agrícolas



Forte queda.

Sem novidades em relação à demanda e influenciados pelas perdas em outros mercados agrícolas, os futuros de açúcar tiveram forte queda ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em março, os mais ativos, caíram 78 pontos, para 26,75 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor desde 31 de dezembro, segundo a Dow Jones Newswires. Os contratos de maio recuaram 60 pontos a 25,65 centavos. Além disso, há venda de especuladores para realizar lucros após a forte valorização da semana passada, quando o açúcar ficou perto da maior alta em 29 anos. Parte das vendas também pode ter sido influenciada pelo fato de que safra de cana de Flórida sobreviveu ao frio do fim de semana. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 71,06 a saca, alta de 0,14%.
 
Dólar fraco.

A desvalorização do dólar em relação a outras moedas, fator de sustentação para os preços de muitas commodities ontem, garantiu a alta das cotações do cacau na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 3.343 por tonelada, ganho de US$ 47 em relação a sexta-feira, enquanto maio subiu US$ 49 e alcançou US$ 3.367. Conforme a agência Dow Jones Newswires, incertezas sobre a oferta do produto no mercado internacional também pesou para as apostas dos investidores. Há sinais de que a oferta poderá ser menor do que a demanda. No mercado doméstico, a arroba da amêndoa negociada nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, saiu, em média, por R$ 91, de acordo com levantamentos locais de preços.

Erosão continua.

As cotações da soja voltaram a recuar ontem na bolsa de Chicago, pelo quarto pregão consecutivo. A curva descendente vem sendo determinada por vendas especulativas derivadas da expectativa de aumento dos estoques globais do grão, tendo em vista a boa colheita nos Estados Unidos e as perspectivas de safras gordas na América do Sul. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 10,0175 por bushel, em baixa de 11,25 centavos de dólar, ao passo que os papéis para entrega em março recuaram 11,50 centavos de dólar, para US$ 10,1050. Em Rondonópolis (MT), as oferta pela saca de 60 quilos do grão saíram entre R$ 33,40 (compra) e R$ 35 (venda), de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Compras especulativas.

Os preços do trigo iniciaram a semana em alta na bolsa de Chicago e fecharam o pregão de ontem no valor mais elevado em mais de um mês. Os contratos com vencimento em maio terminaram a segunda-feira cotados a US$ 5,84 por bushel, alta de 4 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas os preços do trigo subiram 6 centavos de dólar e fecharam a o pregão a US$ 5,77 por bushel. Segundo a Bloomberg, o resultado de ontem foi atribuído às especulações de que a desvalorização do dólar no mercado internacional poderia atrair mais investidores para o mercado de commodities agrícolas. Com o dólar mais fraco, o poder de compra dos importadores aumenta. No mercado interno, a saca de trigo foi negociada a R$ 24,03 no Paraná, estável, segundo dados do Deral.
 

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