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11/04/2014

Commodities Agrícolas

 

Foto: Divulgação Valor Econômico
Déficit de oferta

As cotações do café, que estão em disparada desde a semana passada, ontem tomaram novo fôlego após a Organização Internacional do Café (OIC) destacar a possibilidade de um "déficit de oferta" do grão em 2013/14. Os papéis do arábica para julho subiram 630 pontos e fecharam a US$ 2,0840 por libra-peso. Apesar da perspectiva preocupante, a entidade indicou que os preços continuarão "instáveis" enquanto a quebra da safra no Brasil não for calculada oficialmente. A última estimativa sobre essa queda foi divulgada pelo Conselho Nacional do Café (CNC), que previu redução de 14% ante o último levantamento da Conab e motivou as últimas sete altas seguidas em Nova York. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 3,5%, para R$ 463,25 a saca.

Moagem frustrante

Os preços do cacau caíram ontem na bolsa de Nova York após a divulgação de dados de moagem na Europa, que vieram abaixo do esperado. Segundo a Associação Europeia de Cacau (ECA, na sigla em inglês), suas associadas moeram 340,7 mil toneladas no primeiro trimestre. O volume é 0,4% maior que o do mesmo período de 2013. Apesar do montante significativo, os traders apostavam em uma alta de 3% e vinham "precificando" essa estimativa nas negociações dos últimos dias. Os contratos da amêndoa para entrega em julho na bolsa de Nova York caíram US$ 41 e terminaram o dia negociados a US$ 2.985 a tonelada. No mercado interno, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna se manteve em R$ 102 a arroba, de acordo com o Central Nacional de Produtores de Cacau.

Leve desvalorização

Os contratos do milho na bolsa de Chicago permaneceram em terreno negativo ontem, pela terceira sessão seguida. Os lotes para julho fecharam com recuo de apenas 0,75 centavos, a US$ 5,0725 por bushel. As novas estimativas de oferta e demanda de milho divulgadas na quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deram indicações contraditórias ao mercado: por um lado, houve corte na projeção de estoques finais, e por outro aumentou a estimativa de produção global. Para Giovani Damiano, da FCStone, o relatório foi neutro. O leve atraso no plantio nos EUA também tem sido considerado nas negociações, mas não deve gerar problemas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho caiu 0,51%, para R$ 31,28 a saca.

Estoques folgados

Os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para os estoques finais americanos de trigo na safra 2013/14, divulgados na quarta-feira, foram tão surpreendentes que ontem voltaram a derrubar os preços do cereal nas bolsas do país. A relativa boa qualidade do grão em cultivo nos Estados Unidos, conforme revelou um relatório do órgão nesta semana, também deu alento ao mercado. Em Chicago, os contratos do cereal para entrega em julho recuaram 7,25 centavos, para US$ 6,70 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os lotes para julho recuaram 11,25 centavos e encerraram a US$ 7,29 por bushel. No mercado interno, o preço médio do trigo caiu 0,13% no Paraná, para R$ 836,56 a tonelada, segundo o Cepea/Esalq.

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