Commodities Agrícolas

21/01/2010

Commodities Agrícolas

 


Teto em 29 anos.

Os preços do açúcar atingiram ontem o nível mais elevado dos últimos 29 anos, na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio subiram apenas 27 pontos, mas foi o suficiente para que o novo patamar fosse estabelecido. O mercado fechou a quarta-feira com o açúcar valendo 27,79 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, o mercado ainda reage à safra menor no Brasil e também na Índia. Os analistas lembram que o atual patamar foi alcançado sem nenhuma notícia nova e que o mercado ainda tem potencial de continuar subindo, sustentado nos fundamentos de oferta e demanda. No mercado interno os preços caíram. O indicador Cepea/Esalq terminou a quarta-feira em queda de 0,07% a R$ 71,46 por saca.
 
Pressão do dólar.

Os preços do café fecharam o pregão de ontem em forte queda, recuando para o nível mais baixo em duas semanas. Os contratos com vencimento em maio fecharam a quarta-feira, em Nova York, a 141 centavos de dólar por libra-peso, retração de 165 pontos em relação ao dia anterior. Conforme a Dow Jones Newswires, os investidores venderam suas posições em commodities, entre elas o café, para buscar proteção no dólar. A China pretende conter a expansão do crédito em 2010 e esse controle maior do governo fez com que os investidores aumentassem a procura pelo dólar. Operadores disseram que apesar dos fundamentos que dão suporte ao café o dólar tem forte influência sobre o mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 283,13 por saca, queda de 0,57%
 
Vendas especulativas.

Os preços da soja terminaram que queda pelo segundo dia consecutivo nesta semana. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão de ontem na bolsa de Chicago a US$ 9,56 por bushel, queda de 13,50 centavos de dólar ante a véspera. De acordo com a Dow Jones Newswires, o mercado já estava enfraquecido por conta do do aumento da oferta, após os ajustes feitos pelo USDA. As cotações foram ainda mais pressionadas ontem quando fundos ampliaram suas vendas ao trocarem contratos de commodities, inclusive a soja, por dólar, buscando maior proteção. No mercado interno, a saca de soja em Rondonópolis recebeu ontem propostas de compra de R$ 30,50 por saca, enquanto as ofertas de venda foram de R$ 32,00 por saca, segundo o Imea.
 
Ligeira queda.

O mercado futuro de trigo fechou em leve queda ontem nos Estados Unidos. No começo do pregão, em Chicago, as cotações atingiram o menor valor em mais de três meses, mas coberturas de posições vendidas reduziram as perdas, de acordo com a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março caíram 3 centavos a US$ 4,975 por bushel. Os com vencimento em maio tiveram queda de 3 centavos a US$ 5,1125. Em Kansas, o papel com vencimento em maio ficou estável em US$ 5,165. Antes da recuperação, os mercados de commodities foram pressionados por vendas técnicas por conta da alta do dólar, que torna o trigo americano menos atrativo para compradores estrangeiros. No Paraná, a saca de trigo foi negociada a R$ 23,76, queda de 0,13%, segundo o Deral.
 

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